Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Obesidade em idosos exige foco na gordura e na preservação muscular

Especialista defende metas moderadas de perda de peso, exercícios de resistência e controle nutricional para evitar piora da composição corporal.

Obesidade em idosos exige foco na gordura e na preservação muscular
Foto: Divulgação

Um idoso pode ter obesidade e, ao mesmo tempo, apresentar desnutrição. A combinação ocorre quando há consumo excessivo de calorias, mas a alimentação tem baixa qualidade nutricional. O alerta foi feito pelo médico Nelson Iucif Júnior, especialista em Geriatria e Nutrologia e responsável pelo Departamento de Geriatria da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Durante o XXX Congresso Brasileiro de Nutrologia (CBN 2026), realizado no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, o especialista afirmou que já viu paciente obeso com anemia. Segundo ele, comer em grande quantidade não garante a ingestão adequada de nutrientes. Em pessoas idosas, esse quadro pode estar associado à perda de massa muscular e à sarcopenia.

O médico defende que o tratamento não tenha como prioridade levar o paciente ao chamado “peso ideal”. A orientação é buscar uma composição corporal melhor e uma condição metabólica mais adequada, com redução da gordura e preservação da musculatura. O congresso acontece até este sábado (26) e reúne mais de 3,5 mil especialistas para discutir terapias contra a obesidade, manutenção muscular durante o emagrecimento e envelhecimento saudável.

A perda de peso pode incluir redução de músculos, que já tendem a diminuir com o avanço da idade. Para reduzir esse risco, Nelson Iucif Júnior recomenda exercícios de resistência, como musculação com carga adequada. Atividades aeróbicas também podem fazer parte da estratégia, mas não substituem o treinamento de força.

A alimentação deve ser ajustada para garantir proteínas, vitaminas e minerais mesmo com a diminuição da quantidade de comida. Esse cuidado busca evitar a desnutrição e favorecer a síntese muscular.

Metas e acompanhamento

Na avaliação do especialista, não é necessário perseguir perdas de 20, 30 ou 40 quilos. Uma redução de 5% a, no máximo, 10% do peso pode ser suficiente quando ocorre junto com a diminuição da gordura e a manutenção dos músculos. “Você tem que levar para a melhor condição metabólica”, afirmou.

As chamadas canetas emagrecedoras também podem ser usadas por idosos, mas exigem acompanhamento. Depois da interrupção do medicamento, pode haver reganho de peso e piora da composição corporal, com aumento proporcionalmente maior da gordura em relação à massa muscular.

O médico ainda alerta para os ciclos de perda e recuperação de peso. O idoso deve ser acompanhado ao longo do tempo para que sinais de reganho sejam identificados antes do agravamento do quadro. Para ele, o objetivo do tratamento não é apenas reduzir o número indicado pela balança, mas fazer com que o emagrecimento resulte em melhora da saúde sem ampliar a perda muscular.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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