BRASÍLIA — A Polícia Federal abriu uma investigação para apurar a possibilidade de interferência externa nas eleições brasileiras. O procedimento foi iniciado após uma representação da Advocacia-Geral da União, informou o diretor da corporação, Andrei Rodrigues.
No mesmo dia, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que a Corte e a PF não encontraram indícios de interferência estrangeira nas votações de 4 de outubro. Segundo o ministro, não foram elaborados relatórios que apontassem riscos internacionais ou relacionados ao crime organizado.
A suspeita ganhou força depois que as embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália informaram que permaneceriam fechadas. Marques disse, em entrevista coletiva na sede do TSE, que não havia ocorrido interferência dessa natureza até o momento.
Balanço da votação
Andrei Rodrigues também apresentou dados das primeiras horas do pleito. Ao todo, 59 pessoas foram conduzidas por suspeita de ilícitos eleitorais. As forças policiais apreenderam R$ 380 mil em espécie.
Marques afirmou que não houve ocorrências graves e destacou a confiabilidade das urnas eletrônicas. De acordo com o ministro, os problemas registrados em sessões eleitorais tiveram como principal causa o mau tempo.
O Paraná foi o estado com maior número de intercorrências provocadas por fatores climáticos. Em algumas sessões, houve queda de energia elétrica. O presidente do TSE afirmou que todas as urnas estavam funcionando e que havia geradores e baterias para concluir a votação e a transmissão.
Durante o dia, Marques votou em Brasília, visitou dependências do tribunal e foi ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN). Vinculado ao Ministério da Justiça, o órgão reúne autoridades policiais e de investigação para monitorar e combater ilícitos eleitorais, como compra de votos e disseminação de informações falsas. Participam do grupo forças de segurança das 27 unidades da Federação.








