O presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pelas mortes de mulheres e crianças na Faixa de Gaza. A declaração foi feita nesta quarta-feira (16), durante uma reunião com lideranças evangélicas no Palácio do Planalto.
“Como podemos achar normal o que aconteceu na Faixa de Gaza e a atitude do Netanyahu de matar mulheres e crianças”, afirmou Lula. O presidente rejeitou a normalização dos ataques israelenses.
Acordo e impasses
Em 9 de outubro de 2025, Israel e o Hamas chegaram a um acordo para encerrar a guerra na Faixa de Gaza, com mediação de Egito, Catar, Estados Unidos e Turquia. O entendimento foi formalizado na cúpula de Sharm el-Sheikh, em 13 de outubro.
O acordo previa cessar-fogo, libertação de reféns mantidos em Gaza em troca de prisioneiros palestinos, ampliação da ajuda humanitária e retirada gradual das forças israelenses.
A implementação permanece incompleta. Israel exige o desarmamento do Hamas antes de novas retiradas de tropas. O grupo defende que os ataques israelenses cessem primeiro, com retirada das forças e cumprimento das obrigações humanitárias.








