O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou neste sábado (26) que pessoas acusadas de crimes de guerra devem ser julgadas, em uma referência indireta ao discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Erdogan não mencionou Netanyahu pelo nome.
A declaração ocorreu durante o encerramento do 29º Fórum Internacional de Negócios, em Istambul. “Criminosos de guerra não pertencem à tribuna da ONU, mas aos tribunais”, disse o presidente turco, ao defender que os responsáveis respondam pelos crimes cometidos.
Erdogan também afirmou que autores de genocídio precisam ser responsabilizados pela Justiça e pela história. Para ele, a falta de punição pode permitir a repetição de atrocidades.
Ao comentar a situação em Gaza, o presidente disse que o povo palestino não está sozinho nem abandonado. Segundo Erdogan, os moradores do território continuam acompanhados na busca por direitos e justiça.
O líder turco ainda declarou que a região da qual a Turquia faz parte atravessa uma “tempestade de crises”. Ele criticou o que classificou como impasse do sistema internacional em relação à legitimidade, à representação e à justiça.









