O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediu na terça-feira (22), durante a Assembleia Geral da ONU, uma reforma do Conselho de Segurança e o reconhecimento do Estado palestino pelos países que ainda não adotaram essa posição. Ele também defendeu o aumento da pressão internacional sobre Israel para encerrar a guerra em Gaza.
Erdogan criticou a concentração de poder nos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança. Para o presidente turco, a estrutura atual reduz a capacidade das Nações Unidas de preservar a paz e impede uma representação mais ampla dos países que integram a organização.
“Vamos reconhecer que um sistema em que a vontade de mais de 190 países está sujeita aos caprichos de cinco países não é justo nem capaz de estabelecer plenamente a confiança”, declarou. Em seguida, afirmou que as Nações Unidas, criadas há 81 anos para manter a paz e a segurança, não conseguem cumprir essa missão.
Guerra em Gaza
Ao abordar o conflito, Erdogan pediu que os governos ampliem a pressão sobre Israel pelo encerramento da guerra. Ele afirmou que a situação em Gaza não pode ser ignorada e classificou o território como “o campo de concentração mais desumano e vergonhoso de nossa época”.
O presidente turco também mencionou a ausência de Mahmoud Abbas na Assembleia Geral. Segundo Erdogan, o presidente palestino não ocupou seu lugar no salão pelo segundo ano consecutivo, situação que, na avaliação dele, representa uma injustiça contra os palestinos.
A Turquia integra a Otan e está entre os países que mais condenam a atuação militar israelense em Gaza. O governo turco classifica os ataques como genocídio, acusação rejeitada por Israel.








