Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Erdogan acusa Israel de genocídio e critica atuação da ONU em Gaza

Presidente turco denunciou crimes de guerra, condenou a violência na Cisjordânia e defendeu a criação de um Estado palestino.

Erdogan acusa Israel de genocídio e critica atuação da ONU em Gaza

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou Israel de cometer crimes de guerra na Faixa de Gaza e criticou a violência praticada por colonos israelenses na Cisjordânia ocupada. Durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (22), ele afirmou que o mundo enfrenta uma “mentalidade genocida”.

A fala provocou a saída da delegação israelense do plenário. Representantes palestinos aplaudiram o presidente turco. Erdogan também classificou Gaza como “o campo de concentração mais desumano e vergonhoso de nosso tempo” e disse que a comunidade internacional não pode tratar a situação no território palestino como algo normal.

“Estamos diante de uma mentalidade genocida que nunca se satisfaz em matar”, declarou Erdogan. Ele acrescentou que nenhuma pessoa com humanidade, misericórdia ou consciência poderia ignorar o cenário em Gaza.

Cessar-fogo e críticas às Nações Unidas

Erdogan afirmou que a Turquia ajudou, com apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a estabelecer um cessar-fogo. Segundo o líder turco, Israel manteve operações militares e mais de 1.300 civis morreram em Gaza apesar do acordo.

Ele também descreveu a situação na Cisjordânia como uma das mais difíceis, citando a expansão e a violência de colonos israelenses. Ao comentar o papel da Organização das Nações Unidas, Erdogan disse que a entidade, criada há 81 anos para preservar a paz e a segurança internacionais, não cumpriu essa responsabilidade diante dos conflitos atuais.

Para o presidente turco, a ONU se tornou “disfuncional” e está “sangrando” diante das crises na Palestina, no Líbano e no Sudão.

Uma comissão de investigação independente formada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU já havia apontado elementos suficientes para sustentar que houve genocídio contra palestinos em Gaza. Israel rejeita essa avaliação, acusa o grupo de elaborar relatórios tendenciosos e afirma que as ações do Hamas foram ignoradas.

Defesa da causa palestina

Erdogan também criticou a ausência do presidente palestino Mahmoud Abbas, que não pôde participar pessoalmente da Assembleia Geral depois que os Estados Unidos negaram seu visto de entrada. O líder turco afirmou que a ausência não impediria a defesa da causa palestina e declarou que a Turquia seguirá apoiando a criação de um Estado palestino “livre e soberano”.

Sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, Erdogan defendeu o fim do conflito, com uma solução que preserve a soberania e a integridade territorial ucranianas. Salman Shaikh, ex-funcionário da ONU, apoiou as declarações sobre Gaza e destacou o alerta contra a normalização da violência na região.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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