Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Emir do Catar pede fim das operações israelenses e denuncia genocídio em Gaza

Tamim bin Hamad criticou a resposta internacional e defendeu ajuda humanitária, cessar-fogo e um Estado palestino independente.

Emir do Catar pede fim das operações israelenses e denuncia genocídio em Gaza

O emir do Catar, Tamim bin Hamad, classificou como genocídio a devastação na Faixa de Gaza e criticou a resposta internacional à crise. Ele pediu o encerramento definitivo das operações militares de Israel, a retirada das forças do território, o fim do bloqueio e a entrada de ajuda humanitária sem condições.

O discurso ocorreu na terça-feira (22), durante a abertura da 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Para o emir, a situação dos palestinos compromete a credibilidade da ordem internacional. “É impossível falar de uma ordem internacional justa enquanto a Palestina permanecer um ponto cego dentro dela”, afirmou.

Tamim bin Hamad disse que a dimensão da crise não corresponde às medidas adotadas para interrompê-la. “As gerações futuras ficarão espantadas com a enorme discrepância entre a catástrofe e o nível da resposta internacional para contê-la”, declarou.

Negociações e Cisjordânia

O emir acusou dirigentes israelenses de tratar o deslocamento da população de Gaza como uma solução para a guerra, sob o termo migração. Também questionou o uso de acusações de antissemitismo e de teorias da conspiração para responder às críticas internacionais às ações de Israel. Segundo ele, há registros de soldados israelenses se vangloriando de seus atos, enquanto imagens dos crimes cometidos em Gaza circulam pelo mundo.

Ao abordar as negociações, Tamim bin Hamad destacou a participação do Catar como mediador em esforços para reduzir o sofrimento dos civis, permitir a libertação de prisioneiros e detidos e alcançar um cessar-fogo duradouro. Ele defendeu que Israel cumpra suas obrigações integralmente e sem reservas e pediu que a comunidade internacional garanta a aplicação dos acordos.

Sobre a Cisjordânia ocupada, o emir chamou de ferida aberta a perseguição contra palestinos, a violência de colonos e as violações de locais sagrados islâmicos e cristãos, incluindo a Mesquita de Al-Aqsa. Tamim bin Hamad também defendeu a formação de um Estado palestino soberano, com Jerusalém Oriental como capital, e cobrou atuação internacional diante dos territórios ocupados.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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