Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Mauro Vieira lidera reunião internacional em apoio à UNRWA

Ministro brasileiro criticou ações de Israel contra a agência da ONU durante encontro organizado por Brasil, Jordânia e Espanha.

Mauro Vieira lidera reunião internacional em apoio à UNRWA

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, copresidiu nesta quinta-feira (24) uma reunião ministerial de apoio à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA). O encontro foi organizado por Brasil, Jordânia e Espanha e teve a participação do secretário-geral da ONU, António Guterres.

A reunião ocorreu no mesmo período em que dezenas de delegações, incluindo a brasileira, deixaram o plenário da Assembleia Geral das Nações Unidas durante o discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A saída foi acompanhada por vaias, e o presidente da sessão, Khalilur Rahman, pediu ordem mais de uma vez.

Críticas à agência da ONU

Durante o encontro, Vieira criticou medidas adotadas por Israel contra a UNRWA, responsável pela assistência aos refugiados palestinos. “Há quase três anos, Israel vem conduzindo uma campanha orquestrada contra as operações, instalações e funcionários da UNRWA”, afirmou o chanceler.

A agência informa que quase 400 funcionários morreram na Faixa de Gaza desde outubro de 2023. As instalações e as atividades da organização também foram atingidas por ações e medidas de autoridades israelenses. A principal sede da UNRWA em Jerusalém Oriental foi demolida em janeiro. Em agosto, autoridades israelenses invadiram e confiscaram o maior centro de formação profissional da agência, em Qalandiya, na Cisjordânia.

A delegação brasileira já havia deixado o plenário durante o pronunciamento de Netanyahu na Assembleia Geral de 2025. O primeiro-ministro reagiu à retirada: “Se outros covardes morais ainda estivessem presentes, poderiam se retirar”. Convidados e aliados de Israel nas tribunas manifestaram apoio a Netanyahu enquanto representantes deixavam o salão.

Discursos e mandado internacional

A declaração de Vieira ocorreu dois dias depois de Luiz Inácio Lula da Silva criticar o governo israelense na abertura da Assembleia Geral. Ao abordar a situação em Gaza, o presidente afirmou que gerações de palestinos carregarão “a dor e o trauma deixados pelo genocídio” praticado contra mulheres e crianças na região. Lula já havia retornado ao Brasil quando Netanyahu discursou.

A presença do primeiro-ministro israelense em Nova York ocorreu durante a vigência de um mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional, relacionado a acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Os Estados Unidos não são parte do Estatuto de Roma e não reconhecem a obrigação de executar o mandado em território estadunidense.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, havia dito que Netanyahu seria preso caso visitasse a cidade, mas depois reconheceu não ter autoridade para determinar a prisão. Também houve protestos contra a presença do primeiro-ministro durante a Assembleia Geral.

Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, participou da Assembleia Geral por videoconferência nesta quinta-feira (24), após os Estados Unidos negarem um visto para sua entrada no país. Abbas disse que os palestinos vivem “um dos períodos mais perigosos de sua história” e que as ações de Israel em Gaza e na Cisjordânia ameaçam a vida e a existência do povo palestino.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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