Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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IA é usada para ampliar demolições e vigilância na Cisjordânia ocupada

Sistema desenvolvido pela Rafael identifica mudanças em construções palestinas e reúne dados usados em ordens de demolição e deslocamentos.

IA é usada para ampliar demolições e vigilância na Cisjordânia ocupada

Ferramentas de inteligência artificial estão sendo usadas por Israel para monitorar áreas da Cisjordânia ocupada, identificar mudanças em construções palestinas e reunir informações empregadas em ordens de demolição e deslocamentos forçados. A prática foi relatada por pesquisadores e defensores dos direitos humanos.

Uma das ferramentas é a ImiSight, desenvolvida pela fabricante israelense de armamentos Rafael. O sistema compara imagens de uma mesma área e detecta alterações em residências, instalações agrícolas e outras estruturas. Com isso, amplia a fiscalização de propriedades sem depender exclusivamente de inspeções presenciais.

Ativistas afirmam que a automatização pode acelerar procedimentos administrativos que terminam na destruição de imóveis e na retirada de famílias palestinas das áreas onde vivem. Antes da adoção na Cisjordânia, a ImiSight teria sido usada no deserto de Naqab, também chamado de Neguev, para acompanhar comunidades beduínas palestinas com cidadania israelense.

Demolições e incursões

Muitos beduínos vivem em aldeias não reconhecidas pelo governo de Israel. Nessas comunidades, poucas licenças de construção são concedidas, deixando casas e instalações comunitárias sujeitas a ordens de demolição. Ativistas denunciam caráter discriminatório na política e afirmam que ela busca deslocar essas comunidades para permitir a implantação ou ampliação de assentamentos judaicos.

As denúncias sobre a tecnologia foram divulgadas enquanto forças israelenses iniciavam a demolição de estruturas residenciais e agrícolas em Wa’er al-Bayek, no município de Anata, distrito de Jerusalém. A província de Jerusalém confirmou a informação.

Tropas israelenses também invadiram Saida e Allar, ao norte de Tulkarem. Não foram apresentados detalhes sobre os objetivos das incursões ou possíveis confrontos. O Exército israelense deteve ainda o jornalista Alaa al-Rimawi em sua residência, na cidade de el-Bireh. Não foram informadas acusações contra ele.

Na aldeia de Burqa, a leste de Ramallah, fontes locais relataram incêndios provocados por colonos israelenses em propriedades palestinas e áreas de cultivo. Na Faixa de Gaza, sistemas de inteligência artificial também já foram empregados na seleção de possíveis alvos de bombardeios, conforme investigações mencionadas por pesquisadores.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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