CISJORDÂNIA — Autoridades israelenses apresentaram 153 projetos para construir 18.083 moradias na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental ao longo de 2026, segundo a Comissão Palestina para Assentamentos e Resistência ao Muro. As áreas são ocupadas por Israel desde 1967 e reivindicadas pelos palestinos para a formação de seu futuro Estado.
Entre o início de janeiro e 13 de setembro, foram impulsionados 100 planos para erguer 12,3 mil unidades habitacionais na Cisjordânia. Em Jerusalém Oriental, outros 53 projetos preveem 5.783 moradias dentro dos limites definidos pela administração municipal israelense.
Apenas em setembro, 12 novos planos foram apresentados. Eles reúnem 2.340 moradias em uma área de 1.761 dunams, medida territorial utilizada na região e equivalente, nesse caso, a aproximadamente 176 hectares.
Avanço dos assentamentos
De acordo com a comissão, agências israelenses analisaram 524 planos urbanísticos entre 7 de outubro de 2023 e 30 de junho de 2026. Todos estavam relacionados à ampliação de assentamentos em terras palestinas ocupadas.
A organização também informou que o governo israelense aprovou 104 novos assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental desde o retorno de Benjamin Netanyahu ao cargo de primeiro-ministro, no final de 2022.
A construção dessas comunidades altera a ocupação territorial, amplia a infraestrutura destinada aos colonos e fragmenta áreas administradas ou reivindicadas pelos palestinos. Segundo a comissão, o avanço dificulta a continuidade territorial necessária à eventual criação de um Estado palestino independente.
Israel mantém a ocupação militar da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental desde 1967. A comunidade internacional não reconhece a soberania israelense sobre os territórios, enquanto os assentamentos são considerados ilegais pelo direito internacional e por resoluções das Nações Unidas. Ainda assim, o governo israelense continua promovendo projetos habitacionais e ampliando núcleos existentes.








