Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Smotrich defende ofensiva israelense e fim da Autoridade Palestina na Cisjordânia

Ministro das Finanças de Israel pediu uma operação semelhante à realizada em Gaza e citou restrições à circulação de palestinos.

Smotrich defende ofensiva israelense e fim da Autoridade Palestina na Cisjordânia

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, pediu que o Exército amplie as operações na Cisjordânia ocupada e desmantele a Autoridade Palestina. A declaração foi divulgada neste domingo (27), em meio à adoção de novas limitações militares para a circulação de palestinos na região.

Em entrevista ao portal israelense Ynet News, Smotrich disse que Israel deveria “entrar em guerra na Judeia e Samaria”. O nome é usado pelo ministro para designar a Cisjordânia. Ele comparou a ação defendida no território à ofensiva realizada em Gaza e classificou a Autoridade Palestina como terrorista.

Smotrich também propôs uma operação contra o que definiu como infraestrutura terrorista. Entre os alvos mencionados estavam armas e túneis. O ministro afirmou que não deveria haver “infraestrutura terrorista na Judeia e Samaria”, em referência ao Hamas e à operação em Gaza.

Restrições e ataques

As declarações ocorreram depois de autoridades israelenses anunciarem um bloqueio militar em toda a Cisjordânia durante o feriado judaico de Sucot. As medidas de circulação, conforme o anúncio, devem continuar até 3 de outubro.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) contabilizou mais de 1.330 ataques ligados a colonos israelenses entre janeiro e o fim de julho. A média diária ficou em cerca de seis ocorrências, o maior nível registrado pela organização em aproximadamente duas décadas.

Os casos citados incluem disparos, cercos a casas e outras agressões. Organizações de direitos humanos afirmam que alguns colonos usam armas de origem militar e roupas parecidas com os uniformes das forças israelenses, o que dificulta diferenciar suas ações das realizadas por soldados.

Também neste domingo, houve novas restrições em Jerusalém Oriental ocupada. A agência palestina Wafa informou que centenas de israelenses chegaram aos pátios da Mesquita de Al-Aqsa pelo Portão Marroquino, sob forte proteção policial, e realizaram rituais religiosos. Segundo a agência, as forças israelenses reforçaram as limitações no entorno do templo e na Cidade Velha.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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