O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, pediu que o Exército amplie as operações na Cisjordânia ocupada e desmantele a Autoridade Palestina. A declaração foi divulgada neste domingo (27), em meio à adoção de novas limitações militares para a circulação de palestinos na região.
Em entrevista ao portal israelense Ynet News, Smotrich disse que Israel deveria “entrar em guerra na Judeia e Samaria”. O nome é usado pelo ministro para designar a Cisjordânia. Ele comparou a ação defendida no território à ofensiva realizada em Gaza e classificou a Autoridade Palestina como terrorista.
Smotrich também propôs uma operação contra o que definiu como infraestrutura terrorista. Entre os alvos mencionados estavam armas e túneis. O ministro afirmou que não deveria haver “infraestrutura terrorista na Judeia e Samaria”, em referência ao Hamas e à operação em Gaza.
Restrições e ataques
As declarações ocorreram depois de autoridades israelenses anunciarem um bloqueio militar em toda a Cisjordânia durante o feriado judaico de Sucot. As medidas de circulação, conforme o anúncio, devem continuar até 3 de outubro.
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) contabilizou mais de 1.330 ataques ligados a colonos israelenses entre janeiro e o fim de julho. A média diária ficou em cerca de seis ocorrências, o maior nível registrado pela organização em aproximadamente duas décadas.
Os casos citados incluem disparos, cercos a casas e outras agressões. Organizações de direitos humanos afirmam que alguns colonos usam armas de origem militar e roupas parecidas com os uniformes das forças israelenses, o que dificulta diferenciar suas ações das realizadas por soldados.
Também neste domingo, houve novas restrições em Jerusalém Oriental ocupada. A agência palestina Wafa informou que centenas de israelenses chegaram aos pátios da Mesquita de Al-Aqsa pelo Portão Marroquino, sob forte proteção policial, e realizaram rituais religiosos. Segundo a agência, as forças israelenses reforçaram as limitações no entorno do templo e na Cidade Velha.








