Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Compradores do JAC e-JS1 pedem rescisão após falhas na entrega e no financiamento

Clientes de diferentes estados dizem que não receberam o elétrico, tiveram prazos sucessivamente adiados e não obtiveram retorno da concessionária.

Compradores do JAC e-JS1 relatam dificuldades para receber os veículos, cancelar contratos e interromper financiamentos. Os casos envolvem clientes de Curitiba (PR), Dourados (MS), Porto Alegre (RS) e Juazeiro do Norte (CE), que afirmam ter enfrentado atrasos, promessas não cumpridas e falta de resposta do grupo SHC, representante da marca no Brasil.

O advogado Dori Boucault, especialista em direito do consumidor e do fornecedor, afirma que a situação se enquadra no Artigo 35 do Código de Defesa do Consumidor, que trata do descumprimento de oferta. Nessa hipótese, o comprador pode exigir a entrega do produto, aceitar outro equivalente ou cancelar a aquisição, com rescisão do contrato e devolução dos valores pagos com correção monetária. Também pode pedir indenização por danos materiais ou morais em uma eventual ação judicial.

Prazos vencidos e parcelas sem reembolso

Caroline Bassani, de Porto Alegre, comprou o veículo em março. Depois do vencimento do prazo inicial de 30 dias, segundo ela, novas datas foram informadas sem que a entrega ocorresse. A cliente diz que recebeu a informação de que o carro estava no Espírito Santo, onde aconteceria o desembarque, mas o automóvel não chegou. O último prazo foi estabelecido em agosto, e ela afirma que já haviam passado 188 dias desde o primeiro contato com a montadora.

Em Curitiba, o motorista de aplicativo João Paulo Araújo comprou o e-JS1 em maio. A concessionária teria prometido pagar as parcelas do financiamento até a entrega, mas ele afirma que quitou três prestações, com juros, sem receber reembolso. Ao pedir o cancelamento, foi informado de que o banco não faria a operação porque o valor já havia sido repassado à concessionária, que também não respondia aos contatos da instituição financeira.

Dimaymilli Santos, de Dourados, afirma que aguardou 45 dias e depois manifestou interesse em desistir da compra. Como alternativa, a loja teria oferecido pagar as parcelas em aberto até a chegada do carro. O acordo, segundo ela, não foi cumprido, e a concessionária deixou de responder. “Agora, ninguém da concessionária nos responde”, disse.

Daila Sobral, de Juazeiro do Norte, conta que comprou o elétrico após uma semana de negociação e insistência da vendedora. Entre os benefícios oferecidos estavam carregador, emplacamento grátis e pagamento da primeira parcela. Ela também tentou desfazer o contrato, mas relatou que o e-mail informado pela fabricante retornou e que o banco não apresentou solução após o prazo de 15 dias indicado para uma resposta.

Orientação para os consumidores

Boucault recomenda que o comprador tente primeiro os canais oficiais da empresa. Sem resposta, a orientação é registrar reclamação no Procon e no Consumidor.gov, antes de recorrer à Justiça.

O especialista afirma ainda que a instituição financeira pode ser incluída em um processo, dependendo da forma como participou do financiamento. Se continuar cobrando parcelas por um veículo não entregue, o consumidor pode solicitar, com orientação de um advogado, a suspensão dos pagamentos para evitar prejuízos.

A JAC Motors foi procurada para se manifestar sobre os relatos, mas não havia respondido até o momento da publicação.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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