Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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ONU aponta novas preocupações após retirada de corpos em Gaza

Volker Turk afirmou que centenas de restos mortais foram encontrados sob escombros e podem indicar violações do direito internacional.

ONU aponta novas preocupações após retirada de corpos em Gaza

A retirada de centenas de corpos palestinos dos escombros de prédios destruídos em Gaza reacendeu preocupações sobre possíveis crimes de guerra cometidos por Israel. A avaliação foi feita nesta terça-feira (15) por Volker Turk, chefe de direitos humanos das Nações Unidas.

Turk afirmou que os restos mortais aparentavam pertencer a famílias inteiras e que muitas vítimas eram mulheres e crianças. “É de partir o coração que os entes queridos daqueles que estão desaparecidos há tanto tempo só agora estejam vendo seus piores temores se confirmarem”, disse em um comunicado.

A Defesa Civil Palestina informou que mais de 630 corpos e restos mortais foram retirados debaixo de prédios destruídos em toda a Faixa de Gaza desde novembro de 2025. Autoridades palestinas estimam que mais de 8.000 pessoas ainda estejam soterradas.

Preocupações sobre ataques a civis

O chefe da ONU disse que as descobertas retomam preocupações apresentadas em um relatório de 2024. O documento concluiu que ataques israelenses contra edifícios residenciais e outros locais civis nas primeiras semanas dos ataques podem ter violado o direito internacional humanitário.

Segundo as Nações Unidas, os ataques israelenses produziram cerca de 61 milhões de toneladas de escombros e detritos. A remoção desse material pode levar sete anos.

Turk afirmou temer que os restos encontrados sejam “apenas a ponta do iceberg”, diante da destruição de grande parte de Gaza por bombardeios israelenses e operações posteriores de demolição e retirada de escombros. Ele também acusou Israel de continuar destruindo áreas onde suas forças permanecem posicionadas, dizendo que escavadeiras operavam “sem qualquer respeito pelos mortos sob os escombros”.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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