SÃO PAULO — A Vingcard | ASSA ABLOY apresenta na Equipotel 2026 uma proposta de integração entre controle de acesso, conectividade, automação e experiência digital. A empresa pretende demonstrar como essas tecnologias podem atuar de forma coordenada para reduzir tarefas manuais e apoiar a gestão dos hotéis.
A 63ª edição da Equipotel foi aberta hoje (15), no Expo Center Norte, em São Paulo, com mais de 500 marcas confirmadas, 15 experiências e conteúdos voltados a diferentes segmentos da hospitalidade.
Seis pilares
A participação da empresa está organizada em seis pilares: controle de acesso; redes e acesso digital; energia e automação; equipamentos e acessórios; experiência digital; e operações da propriedade. A proposta é mostrar como as soluções podem formar uma infraestrutura integrada, em vez de serem apresentadas como produtos independentes.
“Na Equipotel 2026, queremos mostrar uma visão integral de como a tecnologia pode acompanhar a evolução dos hotéis rumo a operações mais conectadas, eficientes e flexíveis”, afirma Sebastian Barrionuevo, vice-presidente da Vingcard | ASSA ABLOY para a América Latina e Caribe.
Para Barrionuevo, o desafio tecnológico da hotelaria passou a envolver a coordenação entre sistemas. Dados do 2026 Hotel PMS Report, do HotelTechReport, indicam que 49% dos operadores consideram prioritárias a automação e a personalização impulsionadas por inteligência artificial. Outros 45% buscam integrações mais rápidas e ecossistemas abertos.
A empresa aponta que plataformas sem comunicação entre si podem ampliar o tempo dedicado a tarefas operacionais, gerar duplicidade de atividades e aumentar a possibilidade de erros. Entre as aplicações citadas estão a automação do acesso a quartos, áreas restritas e espaços operacionais, além da conexão entre reserva e check-in.
Arquitetura aberta
A Vingcard | ASSA ABLOY trabalha com uma arquitetura aberta para integrar suas soluções a plataformas de gestão de propriedades, ferramentas de automação e tecnologias usadas durante a jornada do hóspede. Uma reserva pode acionar processos relacionados ao acesso, enquanto a integração com o check-in pode reduzir etapas manuais.
O 2026 Hotel Operations Index, mencionado por Barrionuevo, mostra que 11% dos hotéis têm um ecossistema tecnológico completamente integrado. O mesmo levantamento indica que 91% ainda dependem, em algum nível, da produção manual de relatórios. Os dados são apresentados como evidência da distância entre a oferta de ferramentas e a integração efetiva da operação.
Com plataformas conectadas, os hotéis podem incorporar novas funções e acompanhar mudanças do mercado sem reconstruir toda a infraestrutura tecnológica. A estratégia também busca centralizar a gestão, ampliar o controle sobre os ambientes e reduzir a dependência de procedimentos manuais.
Demonstrações no evento
No espaço da Vingcard | ASSA ABLOY, os visitantes poderão interagir com as tecnologias e observar como acesso, conectividade e automação podem funcionar em um mesmo ecossistema. A empresa pretende apresentar aplicações práticas e indicar o papel de cada solução na operação.
As soluções de acesso também serão relacionadas à chegada do hóspede, com possibilidade de reduzir etapas, ampliar a autonomia e conectar esse momento a outras fases da estada, mantendo os padrões de segurança exigidos pela operação.
“Não se trata de automatizar por automatizar. A tecnologia deve ajudar as equipes a dedicar menos tempo às tarefas repetitivas e se concentrar nas atividades em que realmente geram valor: atendimento, serviço e experiência do hóspede”, diz Barrionuevo.
A empresa também pretende trocar conhecimento com operadores, proprietários e profissionais de diferentes áreas durante a feira. A avaliação apresentada é que as decisões tecnológicas devem considerar tanto os problemas atuais quanto a capacidade de a infraestrutura acompanhar o crescimento do hotel.









