Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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IA muda a descoberta e a reserva de hotéis

Com recomendações personalizadas, a inteligência artificial exige dados estruturados, integração tecnológica e informações atualizadas da hotelaria.

IA muda a descoberta e a reserva de hotéis

A inteligência artificial passou a ocupar uma nova etapa entre o viajante e as plataformas de reserva, alterando a forma como hotéis são encontrados e escolhidos. Em 2026, a busca baseada em filtros e páginas de resultados começa a dar espaço a sistemas capazes de cruzar informações e indicar opções personalizadas.

Dados da Adyen apresentados no Relatório de Hospitalidade e Viagem de 2025 mostram que 51% dos brasileiros já usam IA para planejar e reservar férias. O levantamento também aponta que quatro em cada cinco viajantes têm dificuldade para encontrar recomendações confiáveis nas redes sociais por causa do volume de anúncios patrocinados. Para 78%, a IA oferece inspirações mais rápidas e eficientes.

Dados passam a influenciar recomendações

Assistentes conversacionais, como ChatGPT e Copiloto, podem receber um pedido de roteiro em família e retornar três ou quatro hospedagens alinhadas ao perfil do viajante, em vez de apresentar 10 páginas de resultados. Nesse cenário, a hotelaria precisa garantir que seus empreendimentos tenham informações compreensíveis e confiáveis para esses sistemas.

João Giaccomassi, diretor de Produtos para Hotelaria da TOTVS, afirma que os dados estruturados são fundamentais. A visibilidade passa a depender da qualidade, da consistência e da disponibilidade das informações, além de conteúdos relevantes, referências, menções em plataformas, APIs, disponibilidade em tempo real e descrições detalhadas.

A recomendação, porém, é apenas o início do processo. Os assistentes tendem a avançar da busca para a ação, permitindo que o viajante descubra o hotel, compare alternativas, consulte a disponibilidade e conclua a reserva na mesma interação. Por isso, aparecer na resposta não é suficiente: o empreendimento também precisa estar preparado para converter o interesse em compra.

Integração entre sistemas e canais

PMS, sistemas de backoffice e demais ferramentas de gestão precisam estar conectados aos ecossistemas externos de distribuição. Tarifas, inventário, disponibilidade e características do hotel devem ser atualizados de forma consistente nas plataformas que participam dessa jornada.

Para Giaccomassi, a hotelaria precisa manter uma base digital compreensível para as IAs e uma operação capaz de reagir rapidamente quando a recomendação se transformar em intenção de compra. A integração entre dados, processos e canais amplia a capacidade de o empreendimento ser encontrado, recomendado e reservado.

O executivo também afirma que o foco da hotelaria continua sendo a hospitalidade, enquanto a tecnologia deve criar as condições para que o hotel seja localizado e a operação responda à nova dinâmica de consumo com agilidade e segurança.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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