Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Brasil

Ténéré 700 original enfrenta areia e quedas no Rally dos Sertões 2026

Expedição independente levou a moto por asfalto, areia e trechos do Jalapão, com autonomia reduzida em altas velocidades e nenhum manete quebrado.

Ténéré 700 original enfrenta areia e quedas no Rally dos Sertões 2026

Uma Yamaha Ténéré 700 zero km e totalmente original enfrentou o trajeto do Jalapão durante o Rally dos Sertões 2026. A expedição independente percorreu estradas asfaltadas e trechos de areia, incluindo um dia com quase 500 km rodados em terreno pesado e traiçoeiro.

No primeiro dia, o percurso teve 720 km, dos quais 700 km em asfalto. A saída foi em Goiás, com passagem pelo Distrito Federal e chegada ao Tocantins, no Camping Ana Júlia. Mesmo com o banco plano e mais fino, a motocicleta foi considerada confortável. A bolha reduziu a pressão do vento no peito e no capacete, enquanto a ciclística contribuiu para a estabilidade.

O consumo caiu nas retas percorridas em médias acima de 120 km/h. Nessas condições, a média ficou entre 15 a 17 km/l, reduzindo a autonomia e exigindo abastecimentos pouco antes de 200 km, quando a reserva era acionada.

Desempenho na areia

No segundo dia, o trajeto seguiu em direção a Mateiros, passando pela Pedra da Baliza. Depois do asfalto, a moto enfrentou areia fofa. Com 205 kg e quase 90 cm de altura de assento, a pilotagem exigiu técnica e ajustes na eletrônica.

A configuração usada para obter desempenho na areia manteve o ABS dianteiro ativado, enquanto o ABS traseiro e o controle de tração foram desligados. Também foram necessários ajustes na calibragem dos pneus e a condução em pé, com o peso do corpo deslocado para trás para aliviar a dianteira.

A velocidade precisava ficar entre 60 e 90 km/h. Abaixo desse intervalo, a frente afundava e prejudicava a dirigibilidade. O banco plano, projetado para a pilotagem em pé, e o conjunto formado por quadro, guidão e pedaleiras favoreceram o controle. A borracha das pedaleiras podia ser removida, deixando uma superfície larga e cravada para firmar a bota.

A equipe passou à frente dos carros e deixou os competidores do rally seguirem viagem. No Jalapão, o grupo passou pelo Acampamento da Prainha, pelos fervedouros e pela comunidade quilombola Mumbuca, conhecida pelo artesanato em capim dourado.

Na saída, o grupo enfrentou quase 500 km em um único dia, com predominância de areia pesada. Houve quedas e sustos, mas sem gravidade. Todos da equipe tombaram com a moto em algum momento, e a Ténéré não teve nenhum manete quebrado.

Retorno a Goiânia

O retorno a Goiânia ocorreu em um roteiro circular que teve a cidade como largada e chegada do Sertões. Durante a noite, a viagem prosseguiu por uma pista simples e movimentada por caminhões. Um pneu furado exigiu a troca da câmara em um borracheiro de beira de estrada.

Por prudência, a equipe pernoitou no local e deixou os quilômetros finais para o dia seguinte, sob luz natural. A travessia terminou com a avaliação de que as motos originais suportaram os trechos mais duros do percurso.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5