Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Lula diz que cobrará potências na ONU por conflitos e uso do veto

Presidente afirmou que denunciará a atuação dos membros permanentes do Conselho de Segurança em seu discurso de 23 de setembro.

Lula diz que cobrará potências na ONU por conflitos e uso do veto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que usará seu pronunciamento na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), marcado para 23 de setembro, para cobrar os membros permanentes do Conselho de Segurança. A declaração foi dada no Palácio do Planalto, durante reunião com pastores evangélicos e lideranças religiosas dos Estados Unidos e de Cuba.

Lula criticou Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido pelo uso do poder de veto e pela atuação diante de conflitos armados. Para o presidente, o órgão foi criado para promover paz e harmonia, e não para favorecer guerras. Ele classificou como “covardes” os países que se abstêm ou deixam de agir diante das crises.

O presidente também relacionou as guerras à produção e à venda de armas. Segundo ele, a despesa militar anual superou quase 3 trilhões de dólares no último ano, enquanto alimentação, saúde e educação continuam sem recursos suficientes.

Conflitos e negociações

Durante a reunião, Lula mencionou a guerra entre Rússia e Ucrânia, a intervenção militar dos Estados Unidos no Irã e os efeitos das tensões no estreito de Ormuz sobre os preços da gasolina, dos alimentos e dos fertilizantes. Também condenou as mortes de civis na Faixa de Gaza e criticou a atuação de Benjamin Netanyahu.

O presidente disse ter conversado com Donald Trump, Xi Jinping e Vladimir Putin para defender negociações de paz. Segundo Lula, falou com Trump por uma hora e vinte minutos e com Xi Jinping e Putin por mais de uma hora.

A reunião também abordou religião, política e democracia. Lula afirmou que não pretende levar disputas partidárias para igrejas e defendeu o respeito à fé individual. Ele rejeitou questionamentos sobre a urna eletrônica e disse que tentativas de golpe de Estado levaram pessoas que estavam no poder à prisão.

Desigualdade e políticas sociais

Lula relembrou a infância no Nordeste, a mudança para São Paulo aos sete anos e a trajetória até chegar pela terceira vez à Presidência da República. Ele defendeu ações contra desigualdades financeiras, educacionais, no atendimento médico e relacionadas ao preconceito racial.

O presidente também destacou o Sistema Único de Saúde (SUS) e anunciou que pretende lançar, no próximo ano, uma política nacional de cuidado para a população idosa. A proposta deverá contar com a participação de instituições religiosas e comunitárias e buscar redes de convivência, saúde e bem-estar.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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