Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Lula defende soberania brasileira e critica ingerência externa em discurso na ONU

Presidente rejeitou zonas de influência, criticou sanções contra Cuba e defendeu cooperação internacional contra o crime organizado.

Lula defende soberania brasileira e critica ingerência externa em discurso na ONU

O presidente Lula afirmou nesta terça-feira (22), durante a abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que a soberania brasileira e a integração da América Latina e do Caribe não devem ser submetidas a interesses externos. O encontro foi realizado em Nova York.

Ao abordar o cenário geopolítico, Lula criticou as ambições hegemônicas das grandes potências e defendeu relações baseadas em desenvolvimento e cooperação. “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, declarou, ao citar o título de uma obra do economista Paulo Nogueira Batista Jr. O presidente também disse que diferenças ideológicas não devem impedir a integração entre os países vizinhos.

Lula alertou para o risco de retrocessos democráticos e criticou a interferência externa em eleições. Segundo ele, a divisão do mundo em zonas de influência e as disputas neocoloniais por recursos estratégicos são gestos anacrônicos.

Crises regionais e Cuba

O presidente afirmou que o povo venezuelano deve decidir o próprio destino e disse que a Nicarágua não resolverá seus problemas ao impedir a oposição de disputar eleições. Também mencionou o Haiti e afirmou que a situação do país continua testando os limites da indiferença internacional.

Sobre Cuba, Lula criticou as sanções econômicas e afirmou que “o mundo assiste estarrecido à punição coletiva imposta a 10 milhões de pessoas por um embargo econômico e um cerco energético ilegais”.

Cooperação contra o crime

Na área de segurança, Lula rejeitou a militarização estrangeira do território brasileiro e defendeu ações conjuntas contra o financiamento ilícito. Ele afirmou que o Brasil está preparado para enfrentar organizações criminosas, mas não pretende terceirizar a defesa de suas fronteiras.

O presidente também disse que o combate ao crime transnacional exige interromper o fluxo de armas e dinheiro, além de enfrentar a lavagem de recursos feita por criminosos brasileiros no exterior. Segundo Lula, essa é a base da proposta entregue pessoalmente ao presidente dos Estados Unidos.

Entre as medidas citadas, está a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus, com autoridades dos nove países amazônicos. Lula afirmou ainda que, em 2025, o Brasil realizou a maior operação contra o crime de sua história, com recordes de apreensão de drogas, bens e recursos ilícitos. Ele também mencionou a Lei Antifacção e declarou que ninguém está acima da lei.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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