Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Rússia reafirma apoio ao Brasil por vaga permanente na ONU

Sergey Lavrov defendeu a ampliação do Conselho de Segurança para países da América Latina, da Ásia e da África.

Rússia reafirma apoio ao Brasil por vaga permanente na ONU

A Rússia voltou a apoiar a candidatura do Brasil a um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A posição foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, durante discurso na 81ª Assembleia Geral da organização, no sábado (26).

Lavrov defendeu uma reforma que aumente a presença de países do Sul Global no principal órgão da ONU voltado a questões de paz e segurança internacionais. O chanceler russo também declarou apoio à candidatura da Índia e priorizou, na proposta de Moscou, uma representação maior da América Latina, da Ásia e da África.

Ao mesmo tempo, a Rússia se posicionou contra novas vagas permanentes para países ocidentais. Lavrov citou Alemanha e Japão e afirmou que os dois países seguem um caminho de militarização e revanchismo.

Composição atual

O Conselho de Segurança é formado por 15 países. Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido ocupam as cinco cadeiras permanentes e têm poder de veto. Outros dez países integram o órgão em vagas temporárias, com mandatos de dois anos.

A proposta russa também inclui as reivindicações dos países africanos, com referência ao Consenso de Ezulwini e à Declaração de Sirte. Os documentos defendem uma participação maior da África no Conselho, inclusive entre os membros permanentes. Atualmente, nenhum país africano ocupa uma das cinco cadeiras permanentes.

Apoio reiterado

A manifestação de Lavrov mantém uma posição já expressa por Moscou nos últimos anos. Rússia e China, que são membros permanentes do Conselho de Segurança, já declararam apoio às candidaturas de Brasil e Índia a um papel mais relevante nas Nações Unidas.

O Brasil defende há décadas a reforma do Conselho e integra o G4 com Alemanha, Índia e Japão. O grupo apoia a ampliação das categorias permanente e não permanente, além das candidaturas de seus integrantes.

A posição russa coincide com a reivindicação brasileira por uma cadeira permanente, mas diverge da composição defendida pelo G4 ao rejeitar novos assentos para Alemanha e Japão.

Uma alteração no Conselho exige mudança na Carta das Nações Unidas. A emenda precisa ser aprovada por dois terços da Assembleia Geral e ratificada por dois terços dos Estados-membros da ONU, incluindo os cinco atuais integrantes permanentes.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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