A reação do Reino Unido às declarações de Donald Trump antecedeu o novo pacote anunciado por Javier Milei para sustentar a reivindicação argentina sobre as Ilhas Malvinas. O governo britânico reafirmou sua posição sobre a soberania do arquipélago e disse que ele continuará como território ultramarino britânico, com respeito ao direito de autodeterminação dos moradores locais.
Trump havia sugerido que os Estados Unidos poderiam rever a neutralidade mantida na disputa entre Argentina e Reino Unido. Milei celebrou a declaração do presidente americano e a classificou como um avanço para a causa que considera sagrada para os argentinos.
Petróleo e sanções
Entre as medidas anunciadas está o envio ao Congresso de um projeto de Lei de Defesa da Soberania Nacional. A proposta prevê punições administrativas e penais para empresas que explorem petróleo na região sem autorização de Buenos Aires.
O texto também alcança companhias fornecedoras que ofereçam apoio às operações consideradas ilegais pela Argentina. O alvo principal é o projeto Sea Lion, de extração de petróleo na Bacia Norte das Malvinas, conduzido por empresas de Israel e do Reino Unido.
Base no extremo sul
Milei também determinou a aceleração da construção de uma base naval integrada na Tierra del Fuego, no extremo sul da Argentina. A instalação deverá ampliar a estrutura militar e logística no Atlântico Sul e funcionar como polo de monitoramento da região.
O presidente afirmou que o Ministério da Defesa receberá mais recursos para concluir a obra. Segundo ele, a proteção da área é prioridade para a segurança nacional e para o exercício da soberania argentina sobre o arquipélago.
Conselho de Segurança Nacional
O pacote inclui ainda a criação de um Conselho de Segurança Nacional, com participação de áreas como Defesa, Inteligência, Economia e Relações Exteriores. O órgão deverá coordenar políticas de Estado, proteger infraestruturas estratégicas e estabelecer diretrizes para a segurança aeroespacial e marítima no Atlântico Sul.
Um novo decreto também deve facilitar a troca de dados entre órgãos públicos e a chancelaria argentina. A medida permitirá identificar empresas envolvidas em atividades irregulares nas ilhas e aplicar as sanções com maior rapidez.








