O Reino Unido publicou orientações para tranquilizar empresas que atuam nas Ilhas Malvinas após o presidente argentino, Javier Milei, ameaçar impor sanções a companhias envolvidas em atividades econômicas relacionadas ao território britânico. A iniciativa ocorreu nesta terça-feira (15), menos de duas semanas depois da declaração do presidente argentino.
O governo britânico disse apoiar todas as atividades econômicas legítimas nas ilhas e defendeu o direito dos habitantes de regular a economia local e explorar recursos naturais, incluindo hidrocarbonetos. Também afirmou que a Argentina não tem autoridade para aplicar sua legislação interna às ilhas ou a empresas e pessoas envolvidas em operações no território.
“A Argentina não tem o direito de exercer jurisdição sobre as Ilhas Malvinas”, afirmou o Reino Unido nas orientações publicadas em seu site. O governo britânico acrescentou não ver base jurídica para que tribunais de fora da Argentina executem medidas adotadas contra essas empresas.
Pressão sobre empresas
Milei declarou que reforçaria as medidas contra companhias que operam nas Malvinas ou mantêm vínculos com o território. A Argentina intensificou os esforços para atingir empresas envolvidas em perfurações de petróleo nas proximidades da região, enquanto mantém sua reivindicação de soberania.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que Washington poderia rever sua posição tradicionalmente neutra na disputa pelas ilhas.
O Reino Unido afirmou que medidas argentinas anteriores estavam em vigor há muitos anos, mas não impediram o desenvolvimento da economia das Malvinas. O governo britânico também declarou que continuará apoiando as ilhas e deixando clara sua posição diante da Argentina.
O Ministério das Relações Exteriores da Argentina não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.








