O projeto de exploração de petróleo Sea Lion tornou-se o principal alvo das novas medidas anunciadas pelo presidente argentino Javier Milei para as Ilhas Malvinas. A iniciativa prevê a extração de uma reserva localizada 220 km ao norte do arquipélago e é conduzida pela britânica Rockhopper e pela israelense Navitas. O início da produção está previsto para 2028.
Milei anunciou na noite de quinta-feira (3) que pretende aplicar sanções às empresas que explorarem recursos naturais nas ilhas. Ele também afirmou que vai construir uma base naval integrada na província da Terra do Fogo, território que a Argentina considera incluir as Malvinas.
Resposta britânica
O governo do Reino Unido respondeu nesta sexta-feira (4), por meio de um porta-voz do primeiro-ministro Andy Burnham. A autoridade declarou que as forças destinadas a defender a soberania das ilhas continuarão no arquipélago enquanto os habitantes quiserem sua permanência.
“Nossas forças armadas estão de prontidão 24 horas por dia, sete dias por semana”, disse o porta-voz, acrescentando que a estrutura militar atua para proteger o Reino Unido e seus interesses.
A disputa pelas Malvinas provocou uma guerra entre Argentina e Reino Unido em 1982, vencida pelos britânicos. Antes do anúncio de Milei, Buenos Aires sustentava sua reivindicação de soberania por meios diplomáticos e em organismos internacionais.
A população local rejeita a incorporação pela Argentina. Em um referendo realizado em 2013, 99,8% dos habitantes disseram preferir que as ilhas continuassem como território ultramarino britânico.
A tensão também ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionar a possibilidade de revisar a neutralidade americana sobre a disputa. Em entrevista coletiva na Casa Branca na segunda-feira (31), Trump afirmou: “Eu sempre revejo todas as posições”.








