Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Palestra em Campo Grande reativa lembranças de Berlim e dos filhos

Memórias de separação, Guerra Fria e literatura se cruzaram durante visita à cidade ligada ao escritor desde os anos 1970/80.

Palestra em Campo Grande reativa lembranças de Berlim e dos filhos
Foto: Acervo/Estadão

A lembrança dos filhos em Campo Grande acompanhou a vida em Berlim nos anos 1980. Separado de Bia, sua primeira esposa, o escritor juntava moedas para telefonar à noite para Daniel e André, que haviam se mudado com a mãe para Mato Grosso.

O contato acontecia nos orelhões berlinenses, enquanto a cidade enfrentava o gelo e Campo Grande, o calor. Mesmo à distância, ele acompanhava as escolas, os jogos de futebol nos terrenos próximos à casa da família e os campeonatos de futebol de salão no colégio. Também recorda que os meninos eram levados à biblioteca como castigo por fazerem arrelia. A casa da Rua da Paz, onde eles moraram e jogaram futebol em uma rua de terra, desapareceu. O endereço fica hoje em um bairro de classe média alta, com avenida asfaltada.

A viagem para uma palestra foi organizada por Henrique Medeiros, presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e pela amiga Theresa Hilcar. Ao circular pela cidade com Henrique e Marcia, o escritor retomou uma ligação iniciada nos anos 1970/80, período em que autores de sua geração viajavam entre cidades para falar e resistir a um regime que tentava silenciá-los.

A visita também trouxe de volta a Berlim da época do Muro. Nos belvederes próximos à barreira, era possível observar o chamado lado de lá para ver os comunistas, em uma das cenas associadas às contradições da Guerra Fria e aos acordos entre Kennedy e Kruchev. A experiência berlinense foi lembrada em contraste com o verde e as reservas preservadas do Cerrado de Campo Grande, paisagem diferente daquela apresentada no romance Não Verás País Nenhum, escrito quase no mesmo período.

Na semana passada, em um acordo entre a Academia Brasileira e a Academia Sul-Mato-Grossense, o escritor falou por duas horas para uma sala lotada. Depois dos autógrafos, ele e Marcia foram ao Território Ristorante, de Diogo Wendling, filho de Theresa. O restaurante recebeu os convidados fora do horário habitual, em homenagem à literatura. A escolha foi o risoto pantaneiro, preparado com carne-seca, banana-da-terra, parmesão e pangrattato.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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