SÃO JOSÉ DOS PINHAIS — A Renault prepara um sistema híbrido flex com tração 4x4 para os modelos Boreal e Niagara. A nova motorização chegará ao mercado no segundo semestre de 2027, com produção concentrada na fábrica de São José dos Pinhais (PR).
O conjunto será do tipo híbrido leve, conhecido como MHEV, e combinará um motor a combustão com um propulsor elétrico instalado no eixo traseiro. A configuração permitirá que os veículos operem com tração dianteira, traseira ou integral, conforme a necessidade.
Motor elétrico traseiro
O propulsor elétrico poderá mover o Boreal sozinho em velocidades de até 40 km/h ou 50 km/h, sempre com tração traseira. Essa possibilidade dará aos SUVs funcionamento semelhante ao de um carro elétrico em condições específicas, algo que não é oferecido pela maioria dos sistemas híbridos leves disponíveis no mercado.
A unidade elétrica também substituirá o motor de partida e o alternador. Alimentada por um sistema de 48 volts, ela fornecerá potência adicional de 10 cv ou 15 cv. A Renault ainda não informou os números combinados de potência do conjunto.
A base será o motor 1.3 TCe flex, com 160 cv usando etanol e 156 cv com gasolina, além de torque de 27,5 kgfm. Sistemas de acoplamento e desacoplamento permitirão alternar entre os diferentes modos de tração e a operação exclusivamente elétrica.
Disputa com concorrentes
No segmento do Boreal, Toyota Corolla Cross, GWM Haval H6 HEV e Omoda 5 têm tração dianteira. Os modelos com tração 4x4 usam sistemas mais caros e sofisticados, como os híbridos plug-in.
A Niagara terá como concorrente direta a Ford Maverick Hybrid, atualmente a única da categoria mencionada com eletrificação e tração nas quatro rodas. A Fiat Toro Hybrid usa sistema MHEV, mas oferece apenas tração dianteira.
A motorização também deverá ampliar a linha de versões dos dois modelos. No Boreal, ela será acompanhada da configuração Esprit Alpine, de visual esportivo. Na Niagara, a expectativa é que o sistema seja oferecido na versão Outsider, a mais cara. A Renault também anunciou investimento adicional de R$ 2 bilhões para a produção de um novo SUV.








