Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Economia

Renault amplia fábrica no Paraná para produzir SUV híbrido com tecnologia Geely

Montante adicional de R$ 2 bilhões eleva para R$ 5,8 bilhões os investimentos no complexo de São José dos Pinhais.

A Renault anunciou mais R$ 2 bilhões em investimentos na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, para produzir um SUV híbrido plug-in baseado na arquitetura da Geely. A estreia está prevista para o fim de 2027.

O novo aporte se soma aos R$ 3,8 bilhões anunciados anteriormente pelas marcas e eleva o total destinado ao complexo para R$ 5,8 bilhões. A Renault não confirmou oficialmente o nome do veículo, mas o modelo é associado ao novo Arkana, SUV cupê que deverá usar a plataforma GEA (Global Intelligent Electric Architecture), também aplicada ao Geely EX5.

Plataforma e sistema híbrido

A arquitetura desenvolvida pela Geely permite diferentes configurações mecânicas. Por isso, o futuro Renault não deve ser necessariamente uma reprodução do EX5, apesar de compartilhar a mesma base. A expectativa é que o modelo tenha identidade visual própria, alinhada ao padrão atual da marca francesa e à carroceria de perfil esportivo associada ao nome Arkana.

A Renault ainda não divulgou detalhes definitivos de motorização e desenho. O sistema híbrido poderá aproveitar soluções usadas pela Geely. No EX5 EM-i vendido no Brasil, o conjunto plug-in reúne um motor 1.5 aspirado e propulsão elétrica, com 262 cv de potência combinada. Para a produção nacional, a Geely trabalha na adaptação do sistema para a tecnologia flex, mas ainda não há confirmação de que o Arkana terá os mesmos dados de potência, bateria e autonomia.

Em novembro de 2025, Renault e Geely oficializaram a Renault Geely do Brasil após a companhia chinesa adquirir participação de 26,4% na operação brasileira da fabricante francesa. As empresas afirmaram que a aliança busca acelerar o lançamento de veículos de zero e baixas emissões no país.

O Arkana já havia sido flagrado em testes no Brasil em setembro de 2024. Na ocasião, a unidade era usada pela Renault no desenvolvimento de uma motorização híbrida leve e não estava prevista para o mercado nacional. A parceria com a Geely mudou o cenário e permite à Renault ampliar a oferta de modelos eletrificados sem criar uma nova arquitetura para cada projeto.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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