A Renault avalia usar a base do Geely EX2 em um novo carro elétrico produzido no Brasil. A possibilidade foi mencionada por Fabrice Cambolive, CEO mundial da fabricante, ao tratar da expansão da marca em um segmento que ganhou espaço no país.
O modelo da Geely já teve a produção confirmada no Paraná e aparece como uma das alternativas para ampliar a presença da Renault entre os hatches elétricos. O projeto poderia incluir mudanças na dianteira, na traseira e nos acabamentos para adaptar o veículo à identidade visual da marca francesa.
"É uma oportunidade, sem dúvida", afirmou Cambolive ao comentar a possibilidade de utilizar a plataforma da Geely. O executivo também disse que a Renault terá novidades sobre o tema na semana que vem, em referência a um anúncio que será feito pelas empresas.
Mercado de compactos
A Renault tem atualmente apenas o Megane E-Tech na categoria, depois do fim da linha do Kwid E-Tech. O modelo é vendido por R$ 279.990. Para ampliar a gama, a empresa considera desenvolver produtos mais adequados ao mercado brasileiro, em vez de depender somente de veículos europeus.
"Teremos que explorar esse novo segmento e precisamos apresentar novas ofertas para ele", disse Cambolive. Segundo ele, os carros europeus têm características diferentes das necessidades do mercado local.
As vendas de carros elétricos cresceram mais de 300% no Brasil em 2026. Entre janeiro e agosto de 2026, foram vendidos 143.574 veículos desse tipo no país, e cerca de 80% eram hatches.
O Geely EX2 somou 26.482 unidades emplacadas no período, o equivalente a 18,4% das vendas da categoria, e foi o terceiro elétrico mais vendido do Brasil.
Investimento conjunto
Renault e Geely anunciaram investimento de R$ 3,8 bilhões para produzir pelo menos quatro carros até o final de 2027 na fábrica de São José dos Pinhais (PR). Dois veículos serão da Geely e outros dois, da Renault.
A parceria também pode resultar em modelos das duas marcas disputando o mesmo segmento. A estratégia teria precedente na relação entre o Renault Koleos e o Geely Monjaro, que compartilham elementos do projeto com identidades próprias.








