Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Cuecas enterradas na Suíça ajudam a medir a atividade do solo

Experimento de ciência cidadã mostrou diferenças na decomposição do algodão entre jardins, gramados, campos agrícolas e prados.

Cuecas enterradas na Suíça ajudam a medir a atividade do solo

Mais de 2.000 peças de roupa íntima de algodão foram enterradas em cerca de mil locais na Suíça para avaliar a atividade dos organismos do solo. Dois meses depois, voluntários desenterraram as cuecas, fotografaram as peças e enviaram as imagens para análise de cientistas, junto com amostras da terra.

A experiência foi realizada em 2021 e recebeu o nome de “Prova por Cuecas”. Cinco anos depois da ação, os resultados foram divulgados na revista Plants, People, Planet. O projeto de ciência cidadã foi liderado pela Universidade de Zurique (UZH) e pela Agroscope, centro federal suíço de pesquisa agrícola.

A velocidade de decomposição do algodão variou conforme o local. O ritmo foi usado como indicador da atividade biológica: quanto mais ativos os organismos do solo, mais rapidamente o tecido se decompõe.

Diferenças entre os locais

As cuecas se decompuseram mais rápido em jardins particulares. Nesses espaços, os pesquisadores encontraram os maiores níveis de matéria orgânica, condição associada à presença de minhocas, fungos, bactérias e outros organismos do solo.

Nos gramados, a atividade foi menor. Campos agrícolas e prados apresentaram resultados intermediários. A análise também indicou que a decomposição rápida geralmente estava relacionada à alta fertilidade do solo e a um bom fornecimento de nutrientes, característica considerada benéfica para a produção agrícola.

Franz Bender, um dos líderes do projeto e chefe da equipe de avaliações agroecológicas da Agroscope, afirmou que níveis muito altos de nutrientes podem indicar desequilíbrios em habitats quase naturais, como florestas. Em jardins, a decomposição acelerada de resíduos vegetais também pode apontar excesso de nutrientes.

A UZH informou que o solo armazena água, carbono e nutrientes, além de abrigar grande parte da biodiversidade mundial. Estima-se que mais da metade da biodiversidade global viva abaixo da superfície. Para Marcel van der Heijden, professor de agroecologia da UZH, os resultados mostram que o manejo do solo pode afetar de forma significativa a vida e a qualidade desse ambiente.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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