Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Eleitores suíços rejeitam proposta de neutralidade mais rígida

Consulta rejeitada por todos os cantões manterá margem para sanções econômicas e cooperação com parceiros, incluindo a Otan.

Eleitores suíços rejeitam proposta de neutralidade mais rígida

Eleitores suíços rejeitaram uma proposta para incluir na Constituição uma definição mais rígida de neutralidade, que poderia limitar a aplicação de sanções econômicas e a cooperação com a Otan. Todos os cantões votaram contra a mudança, rejeitada por cerca de 70% dos eleitores, conforme os resultados finais do Escritório Federal de Estatística.

A proposta foi defendida pelo Partido Popular Suíço (SVP), de direita. A legenda argumentou que a posição tradicional do país foi prejudicada depois que Berna impôs sanções à Rússia após a invasão da Ucrânia. A campanha pela aprovação usou cartazes com a mensagem “Não à guerra, sim à neutralidade” e imagens de pombas brancas da paz.

O ministro das Relações Exteriores, Ignazio Cassis, afirmou que o resultado não representa uma rejeição à neutralidade suíça. “A Suíça era neutra ontem, é neutra hoje e continuará neutra no futuro”, disse em uma coletiva após a divulgação do resultado.

A neutralidade suíça é reconhecida internacionalmente desde o fim das guerras napoleônicas, em 1815, mas os critérios para sua aplicação pelo governo não estão definidos de forma explícita. Para Cassis, a decisão permite que o país continue avaliando sanções econômicas caso a caso e coopere com parceiros quando isso contribuir para sua segurança. Ele também afirmou que a segurança suíça depende da proteção de seus vizinhos e do continente europeu.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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