A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro é mais ampla no Nordeste, onde pesquisa Datafolha divulgada na última quinta (17) registrou 56% das intenções de voto para o petista e 26% para o candidato do PL no primeiro turno. No cenário nacional, os dois aparecem em empate técnico nas simulações de primeiro e segundo turnos, com Lula numericamente à frente.
A campanha de Flávio pretende manter o Sudeste como principal área de mobilização na reta final e adotar uma postura de evitar erros. Mesmo com a concentração de compromissos nessa região, o senador deve retornar ao Nordeste para participar de ao menos duas agendas com o vice, Alfredo Gaspar, no Maranhão e no Rio Grande do Norte. Aliados avaliam que o circuito percorrido pelo vice tem contribuído para o desempenho do candidato em estados nordestinos.
Estratégias dos candidatos
A oscilação nas pesquisas levou Lula a elevar o tom contra o adversário ao longo da última semana. Em entrevista, o petista se apresentou como o candidato mais preparado para manter políticas sociais no Brasil e criticou adversários, com atenção aos vices de outras chapas.
A campanha pela reeleição também passou a relacionar o voto em Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro. A orientação aos apoiadores é replicar e questionar, nas redes sociais, publicações feitas pela campanha rival. Mensagens enviadas a aliados ainda pedem o reforço da defesa de uma investigação ampla sobre ministros do STF no âmbito do Caso Master.
Do lado de Flávio, nomes próximos ao senador comemoraram o desempenho nas pesquisas e reiteraram a necessidade de não cometer erros durante as ações de campanha. O candidato não deve se manifestar sobre o reajuste do Bolsa Família implementado pelo governo Lula. Eventuais críticas à medida deverão ser feitas por outros aliados.
Flávio também passou a pedir, já no primeiro turno, o apoio de eleitores de outras legendas. O candidato do PL decidiu não participar de uma entrevista de candidatos prevista para sexta-feira (18).








