Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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MP do Rio acusa ex-assessora de Flávio Bolsonaro em esquema ligado a milícia

Raimunda Veras Magalhães é suspeita de movimentar e ocultar recursos do jogo do bicho por meio de empresas de fachada.

Ex-assessora de Flávio é denunciada por lavagem de dinheiro ligada à milícia

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou Raimunda Veras Magalhães, ex-assessora parlamentar de Flávio Bolsonaro, por suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro associado à milícia comandada por seu filho, o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega.

De acordo com o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Raimunda recebia, movimentava e ocultava valores obtidos com a exploração de disputas de jogo do bicho. O grupo teria movimentado mais de R$ 8,5 milhões em pouco mais de um ano, usando empresas de fachada.

A denúncia faz parte da Operação Legado, que levou à acusação de 19 pessoas. A Justiça também expediu mandados de prisão e de busca e apreensão. As investigações foram organizadas em três eixos: lavagem de dinheiro do jogo do bicho, atuação de organização criminosa ligada a Adriano da Nóbrega e ocultação de patrimônio.

Relação com o gabinete

Raimunda entrou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro em 2015 e foi nomeada, no ano seguinte, para o gabinete de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual. Ela permaneceu no cargo até novembro de 2018, com remuneração de cerca de R$ 6,5 mil mensais. Corrigido pela inflação, o valor ultrapassa R$ 12 mil.

A assessoria do senador afirmou que ele não tem relação com o caso e que “não é citado, investigado ou acusado”. Também declarou que a passagem de Raimunda pelo gabinete entre 2016 e 2018 não vincula Flávio Bolsonaro às condutas atribuídas a ela.

Na mesma investigação, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, ex-esposa de Adriano, também foi citada. Ela trabalhou no gabinete por mais de uma década. Apurações indicaram que parte dos salários de assessores era repassada ao ex-policial Fabrício Queiroz, apontado como operador de um esquema de “rachadinhas”.

O caso foi arquivado em 2021 depois que o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal anularam provas por questões processuais, impedindo a análise do mérito. A apuração atual também envolve a viúva de Adriano, Julia Lotufo, suspeita de negociar imóveis e propriedades rurais ligados ao miliciano para dar aparência legal ao patrimônio. A atuação do grupo se concentrava na Zona Sul do Rio de Janeiro, especialmente em Copacabana, com participação do bicheiro Bernardo Bello.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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