Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Empresas de hospitalidade discutem limites e usos estratégicos da inteligência artificial

Painel do FNH destacou planejamento, dados próprios e compreensão do comportamento dos viajantes antes da adoção de novas ferramentas.

Empresas de hospitalidade discutem limites e usos estratégicos da inteligência artificial

A adoção de inteligência artificial pelas empresas de hospitalidade deve partir de objetivos definidos, e não da tentativa de aplicar a tecnologia a todas as demandas. Essa foi uma das principais conclusões do painel A nova hospitalidade: IA e dados como impulsionadores da verdadeira experiência humana, realizado no Fórum Nacional da Hotelaria (FNH).

Cristina Sider, head de Growth no iFood, afirmou que o planejamento precisa anteceder a escolha das ferramentas. Para ela, as empresas devem avaliar suas necessidades, estabelecer uma estratégia e considerar os recursos exigidos para colocá-la em prática. “A IA não é para tudo. As empresas precisam ter isso em mente para não exagerar nos gastos e seguir priorizando a eficiência”, concluiu.

Dados gerados pelos consumidores

O debate também ressaltou o valor das informações produzidas pelos próprios usuários. Gustavo Meira, CEO e cofundador da NeoTrip, disse que o retorno dos consumidores pode ajudar as empresas a avaliar o desempenho de suas estratégias e orientar iniciativas com maior potencial de resultado. “A informação mais valiosa está dentro de casa, para criar uma iniciativa orgânica e com muito potencial de funcionar”, afirmou.

A análise desse comportamento permite observar como os viajantes pesquisam, escolhem e se relacionam com produtos e serviços. No setor de hospitalidade, esses dados podem apoiar decisões de comunicação e relacionamento, além de ajudar na compreensão das preferências do público.

Algoritmos e planejamento de viagens

Silvia Belluzzo, diretora de Marketing do TikTok para a América Latina, afirmou que, em muitos casos, os usuários não percebem a influência dos algoritmos sobre suas decisões. Ela citou especialmente o planejamento de viagens dentro da plataforma e avaliou que os recursos disponíveis podem ampliar oportunidades para o setor. “No TikTok, esse é um comportamento muito observado, em se tratando de planejamento de viagens. Dessa forma, vejo a IA como uma aliada para ampliar os negócios”, disse.

Meira destacou que a transformação dos hábitos de consumo impulsiona novos formatos de comunicação. Na avaliação dele, o mercado demonstra menor resistência ao uso de tecnologias, mas o desafio está em utilizar cada plataforma de maneira adequada para alcançar os resultados esperados.

A conversa foi mediada por Ana Carolina Fusquine, VP da Letsbook, que questionou os participantes sobre a capacidade de dados e IA identificarem intenções e contribuírem para resultados concretos. O painel reuniu tecnologia, comportamento do consumidor e estratégias de negócios, reforçando que a inteligência artificial depende de planejamento, avaliação de resultados e compreensão das necessidades de cada empresa.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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