Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Meliá amplia modelos de negócio e mira novos destinos no Brasil e na região

Rede espanhola aposta em franquias, conversões e residências com marca para avançar na América Latina, mantendo foco nos segmentos premium e de luxo.

Meliá amplia modelos de negócio e mira novos destinos no Brasil e na região

A Meliá Hotels International prepara uma expansão baseada em franquias, conversões de hotéis existentes, novos empreendimentos e branded residences. A companhia também pretende levar uma marca lifestyle ainda inédita no Brasil ao mercado nacional e avalia projetos em cidades secundárias e destinos ligados a atividades econômicas específicas.

A rede opera aproximadamente 70 hotéis e 14,5 mil quartos na América Latina, fatia equivalente a cerca de 12% do portfólio global em número de habitações. No mundo, o pipeline reúne outros 70 hotéis e aproximadamente 17,5 mil quartos.

Brasil terá franquias e nova marca

A Meliá quer passar de 12 para 30 hotéis em operação no Brasil até 2030, incorporando aproximadamente cinco unidades por ano. A rede tem oito empreendimentos em São Paulo, três em Brasília e um em Campinas.

O primeiro contrato da marca lifestyle no país deve ser assinado até o fim de 2026. O empreendimento ficará entre as regiões Sudeste e Sul e fará parte de um complexo.

A empresa também se prepara para adotar franquias no Brasil, modelo já utilizado no Peru e na Argentina. As conversões devem ganhar espaço com o encerramento de contratos firmados durante o último ciclo de desenvolvimento hoteleiro, por volta de 2016.

A companhia avalia ainda um resort no Nordeste nos próximos três anos, possivelmente operado pelas bandeiras Sol by Meliá ou Meliá Hotels & Resorts. O projeto poderá adotar o sistema all inclusive.

Há negociações para hotéis associados a branded residences. As residências serão conectadas a um empreendimento hoteleiro e integrarão uma construção nova, não uma conversão. A expectativa é anunciar um projeto desse tipo até o fim de 2026.

Parcerias reduzem dependência de ativos próprios

A Meliá ampliou as alternativas oferecidas a investidores em países onde antes trabalhava apenas com contratos de administração. Para viabilizar as franquias, a empresa adaptou padrões e políticas internas.

A mudança acompanha a redução da exposição patrimonial da companhia. Embora seja familiar e tenha ações negociadas na Bolsa de Madri, a Meliá vendeu parte dos imóveis a fundos e instituições financeiras ao longo dos anos, mantendo contratos de administração ou franquia.

Investidores regionais passaram a ter papel relevante nesse modelo. A empresa busca conectar desenvolvedores de diferentes países e levar parceiros já conhecidos para novos mercados. Entre os exemplos citados estão investidores argentinos interessados em diversificar riscos com projetos no Brasil.

Projetos de condomínio e branded residences também podem contribuir para financiar a implantação da parte hoteleira. “As branded residences se tornaram um veículo para financiar projetos”, afirma Celia Maria Sarmiento Reys, diretora de Desenvolvimento LATAM da Meliá Hotels.

Colômbia e América Central

A companhia espera anunciar um novo projeto na Colômbia até o fim do ano. Peru e Argentina receberam aberturas e novos contratos, enquanto a Meliá busca presença nas principais capitais da América do Sul.

Na América Central, a rede entrou em Roatán, em Honduras, por meio de franquia, e identifica oportunidades no Panamá e na Costa Rica. México e República Dominicana concentram mais de 6 mil quartos da companhia.

Foco permanece no luxo

A expansão continuará concentrada nos segmentos premium e de luxo. A empresa mantém nove marcas voltadas às faixas superiores do mercado e não atua com bandeiras econômicas ou midscale. Globalmente, um em cada três hotéis abertos pela companhia pertence ao segmento de luxo.

A estratégia prevê regionalizar as marcas, preservando padrões comuns e incorporando elementos locais. “O cliente precisa reconhecer a marca, mas também encontrar algo local e único”, diz Celia.

A agenda ESG integra os projetos desde a concepção. A empresa afirma ter iniciado essa trajetória há cerca de 30 anos, e reúne suas iniciativas no programa Travel for Good, com ações relacionadas a pessoas, transparência e sustentabilidade da operação. A abordagem inclui construção sustentável, certificações, gestão de pessoas e compartilhamento de boas práticas com investidores.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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