A chinesa Dongfeng Motor, apresentada no Brasil pela sigla DFM, planeja vender pelo menos 11 carros no país até o final de 2028. A empresa também pretende oferecer veículos comerciais e negocia parcerias com Nissan e Stellantis para iniciar a produção local.
A estratégia brasileira inclui o lançamento de três a cinco modelos em 2027 e a chegada das submarcas Voyah e MHero. O primeiro modelo da Voyah será o Courage, equipado exclusivamente com motores elétricos, versões de 292 cv ou 312 cv e baterias de até 109 kWh. A autonomia pode chegar a 901 km no padrão CLTC.
Modelos previstos
O MHero 2, também chamado de M817, será o primeiro veículo da divisão dedicada a modelos off-road. Lançado em 2025, o SUV terá versões híbrida plug-in e híbrida em série na China, com potência de 686 cv ou 925 cv.
Outro modelo em preparação é o DFM Mage, vendido no exterior como Aeolus Haohan. O veículo começará em breve o processo de homologação no Brasil. Ele usa a plataforma DSMA e um conjunto híbrido PHEV. Também há versões com sistema híbrido pleno, que não depende de recarga externa.
A lista projetada pode incluir ainda o MHero 1, conhecido também como M917, e o DFM Huge. O MHero 1 tem versões elétrica e híbrida em série, potência superior a 1.000 cv e autonomia de 505 km. O Huge é um SUV médio híbrido plug-in que combina um motor 1.5 turbo a gasolina com uma máquina elétrica, alcançando 245 cv e 55 kgfm de torque.
O Courage mede 4,72 metros de comprimento, 1,90 m de largura, 1,63 m de altura e 2,90 m de entre-eixos. Já o MHero 2 tem 5,10 metros de comprimento, 1,99 m de largura, 1,89 m de altura e 3,05 m de entre-eixos. O Mage mede 4,65 metros de comprimento, 1,90 m de largura, 1,63 m de altura e 2,77 m de entre-eixos.
Parcerias e origem da empresa
Fundada em 1955 como fabricante de caminhões de guerra e veículos militares, a Dongfeng passou a ampliar sua atuação com joint ventures internacionais. A empresa produziu veículos para Peugeot, Citroën, Honda e Nissan e, em 2003, anunciou parcerias com Honda, Nissan e Kia.
A lógica desses acordos envolvia o uso de plataformas e conhecimento técnico das montadoras estrangeiras, enquanto a Dongfeng ficava responsável pela produção e pela distribuição na China. Com as parcerias, a participação dos automóveis no mix de vendas da empresa passou de 25% para 75% entre 2003 e 2012.
Em 2012, a Dongfeng se tornou a segunda maior montadora chinesa, atrás da Saic. A companhia também participou do desenvolvimento da plataforma e-CPM da Peugeot, usada nas versões elétricas do hatch 208. Em 2025, a Nissan começou a testar no Brasil o sedã elétrico N7 e a picape híbrida Fronter PHEV, ambos produzidos pela marca chinesa.
Para a operação brasileira, a DFM negocia uma parceria nas fábricas de Resende (RJ), com a Nissan, e Porto Real (RJ), com a Stellantis. A empresa planeja ter produção plena no país em 2028.
A divisão de veículos comerciais também será lançada no Brasil com a marca DFM. Os planos ainda estão em desenvolvimento e não devem avançar antes de 2028. “O segmento de veículos comerciais é muito disputado e difícil. Estamos nos preparando para entrar nele, mas não a curto prazo”, afirmou Wang Jiong, CEO da DFM para as Américas.








