A McLaren prepara uma mudança em sua linha de produtos com o desenvolvimento de um SUV híbrido, identificado internamente como P47. O modelo terá quatro portas, capacidade para cinco ocupantes e lançamento previsto até 2030. O nome comercial ainda não foi confirmado.
A decisão aproxima a fabricante britânica de marcas como Ferrari e Lamborghini, que já oferecem utilitários esportivos. A Ferrari Purosangue acumula mais de 2.200 unidades emplacadas, enquanto o Urus é o SUV da Lamborghini. Aston Martin e Bentley também aparecem entre as fabricantes que passaram a acompanhar esse mercado.
Híbrido confirmado, conjunto mecânico indefinido
A McLaren confirmou que o novo veículo será híbrido, mas ainda não revelou qual motor será usado. Há especulações sobre um V8 híbrido com tração integral. Se essa configuração for adotada, o SUV será o primeiro modelo da marca com força nas quatro rodas, já que os carros lançados até agora têm tração traseira.
Nick Collins, CEO da McLaren, afirmou que o projeto busca levar o desempenho associado aos supercarros a um veículo mais prático para o uso diário, traduzindo também o sucesso da marca na Fórmula 1. Segundo ele, a empresa não pretende lançar um modelo elétrico enquanto os clientes não demonstrarem essa demanda.
Michael Straughan, COO da fabricante, disse que o desenho “será claramente reconhecível como McLaren”, embora siga um conceito diferente do Ferrari Purosangue. A aparência do SUV ainda não foi apresentada.
Investimento e mudança de estratégia
O desenvolvimento faz parte de um investimento de 500 milhões de libras, aproximadamente R$ 3,5 bilhões em conversão direta. O plano inclui uma nova fábrica para ampliar a produção e a criação de dois novos conjuntos de motor e transmissão desenvolvidos internamente.
A chegada do utilitário representa uma mudança para a McLaren, que resistiu durante 63 anos à produção de veículos fora do padrão esportivo. A empresa se fundiu com a startup britânica de veículos elétricos ForsevenHoldings em abril deste ano, mas os modelos elétricos continuam fora dos planos informados.
A estratégia acompanha o movimento de fabricantes de superesportivos que ampliaram suas ofertas para além dos carros tradicionais. A Ferrari também abriu espaço para modelos elétricos com o lançamento da Luce, que teve lotes esgotados na China.








