Londrina, Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Caso Banco Master expõe falhas de auditoria, regulação e fiscalização

A crise reúne pareceres sem ressalvas, suspeitas sobre agentes públicos e um Banco Central com menos servidores do que o previsto em lei.

Caso Banco Master expõe falhas de auditoria, regulação e fiscalização
Foto: Banco Master/Divulgação

O caso do Banco Master reúne falhas de auditoria, fragilidades na supervisão do sistema financeiro e suspeitas de corrupção passiva envolvendo funcionários do Banco Central. A fraude, conforme a análise do caso, teria sido estruturada para beneficiar diretamente o banqueiro Daniel Vorcaro, e não apenas para ganhar tempo na recuperação da instituição.

A KPMG emitiu parecer de auditoria sem ressalvas para o Master em abril de 2025. Antes disso, em outubro de 2024, a agência de riscos Fitch havia elevado em dois graus a classificação do banco. As duas empresas aparecem relacionadas ao episódio e, segundo a avaliação apresentada, poderiam esclarecer como não identificaram os problemas.

O cenário remete à crise do subprime de 2008, quando auditorias e agências de classificação estiveram no centro da crise e foram alvo de multas. A diferença apontada no caso do Master está em cláusulas de desoneração de responsabilidade que podem proteger essas empresas e também servir de justificativa para dirigentes de fundos de pensão que investiram no banco.

A estratégia de oferecer vantagens antes de uma contrapartida imediata não é tratada como novidade. Ela já havia sido usada por empreiteiras envolvidas na operação Lava Jato. O Código Penal de 1940 considera corrupção passiva a aceitação de vantagem indevida, mesmo sem a entrega de uma contrapartida imediata.

O aspecto apontado como inédito é a presença de funcionários do Banco Central entre os suspeitos de corrupção passiva em um escândalo dessa dimensão. Também foge do padrão, segundo a análise, a suspeita de que a fraude tenha sido montada para ampliar o patrimônio do acionista, e não para tentar preservar a instituição financeira.

Estrutura de fiscalização

O caso ainda combina um ambiente regulatório considerado leniente com o enfraquecimento dos órgãos de supervisão. Em janeiro de 2026, o Banco Central tinha 3.167 servidores, menos da metade dos 6.470 funcionários previstos na lei que regulamenta a carreira da autoridade monetária.

A avaliação é que regras frouxas e fiscalização insuficiente permitiram a ascensão de Vorcaro. A transferência do banco para o Banco Regional de Brasília poderia ter concluído a operação. Diante disso, a análise defende o reforço das normas de funcionamento do sistema financeiro e dos órgãos responsáveis pela fiscalização.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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