Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Brasil

Arquitetura e memória moldam a cena gastronômica do Centro de São Paulo

Casarões, teatros, prédios históricos e restaurantes de diferentes gerações dividem espaço em uma região marcada pela variedade.

Arquitetura e memória moldam a cena gastronômica do Centro de São Paulo
Foto: Tiago Queiroz/Estadão

No Centro de São Paulo, a arquitetura ajuda a definir o modo de comer e beber. Casarões restaurados, o subsolo do Teatro Municipal, o antigo cofre do Farol Santander e o Edifício Copan abrigam restaurantes, bares, cafés e sorveterias com propostas diferentes entre si.

A região reúne endereços que preservam histórias antigas e casas que chegaram mais recentemente. O Carlino mantém a cozinha italiana desde 1881. O Almanara da República funciona no mesmo prédio desde 1950. Na Rua Avanhandava, a Famiglia Mancini está instalada desde 1980, enquanto o Bar Estadão segue aberto 24 horas, com sanduíche de pernil, pratos feitos e comida de balcão.

A cidade dentro da experiência

No Coda Bar, na Vila Buarque, o casarão é parte da proposta. O bartender Alê D’Agostino afirma que o imóvel permitiu preservar a fachada e recuperar elementos como a madeira e o forro das paredes. O endereço combina coquetelaria e cozinha em um ambiente que mantém características da construção original.

A mesma relação aparece no Bar dos Arcos, no subsolo do Teatro Municipal, e no Bar do Cofre, instalado no antigo cofre do Farol Santander. Na Rua Avanhandava, Walter Mancini transformou o entorno dos restaurantes em uma extensão da experiência dos clientes. Para ele, cuidar da rua também faz parte de receber quem chega.

No Copan, a convivência se expressa em poucos metros. O Bar da Dona Onça, de Janaína Torres, trabalha com cozinha brasileira e comida de boteco. Na mesma construção, a Tem Umami ocupa uma pequena portinha, com sorvetes e cadeiras de praia na calçada.

Tradição e novos endereços

A Casa do Porco, de Jefferson Rueda, levou a Rua Araújo a um público interessado em alta gastronomia. Já o Ama.zo Peruano, comandado pelo chef Enrique Paredes, apresenta uma cozinha contemporânea com referências amazônicas. O Fôrno e o Holy Tavern, na Vila Buarque, ampliam a presença de casas informais, com massas, pães, embutidos, pratos para compartilhar e drinques.

A variedade também aparece no cotidiano. A Leiteria Ita mantém PFs que mudam conforme o dia, enquanto o Mundo Pão do Olivier foi pensado para receber públicos diferentes. A Cafetina, aberta em 2026, combina café e padaria em um endereço menor da Barão de Tatuí.

O resultado não é um roteiro único. A noite pode incluir um drinque, uma refeição em casarão, um sorvete no Copan ou um sanduíche servido durante a madrugada. No Centro, restaurantes antigos e projetos recentes ocupam a mesma paisagem, conectados pelas calçadas, pelas fachadas e pela possibilidade de descobrir uma casa entre um endereço e outro.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5