Os bancos aceleraram a adoção de inteligência artificial, mas a adaptação dos funcionários segue em ritmo mais lento. Pesquisa da consultoria Russell Reynolds mostra que 71% das instituições financeiras aumentaram o uso da tecnologia no dia a dia, enquanto apenas 7% avaliam que suas equipes estão bem adaptadas à IA.
Fernando Machado, sócio-diretor e líder de práticas financeiras da Russell Reynolds, afirma que a falta de evolução da força de trabalho pode afetar o desempenho dos bancos, mesmo diante dos investimentos em tecnologia.
Investimentos e preparação
No Brasil, o setor bancário deve investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia este ano, conforme pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O valor representa um crescimento de 58% em relação ao que era investido há 5 anos.
A pesquisa global também indica que somente 51% dos bancos confiam na capacidade de suas organizações para acompanhar as mudanças contínuas provocadas pela IA, especialmente pela inteligência artificial generativa.
Machado recomenda que as instituições priorizem o desenvolvimento de habilidades, a requalificação dos profissionais e a criação de uma cultura de adaptação à tecnologia. Entre os executivos ouvidos, 88% reconhecem que a alta liderança precisa evoluir. Além disso, 15% consideram necessária uma reformulação completa das equipes de gestão.
Apesar das dificuldades de adaptação, os bancos já identificam efeitos positivos do uso da IA. 57% apontam aumento de produtividade, enquanto 41% observam melhora na qualidade dos processos internos.








