Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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TRE-PR restringe acesso a documentos sigilosos ligados a processo de Deltan

Tribunal informou que enviou o caso ao Ministério Público após arquivos fiscais e bancários de Cristiano Zanin ficarem públicos no sistema eleitoral.

TRE-PR restringe acesso a documentos sigilosos ligados a processo de Deltan
Foto: Wilton Junior/Estadão

A Justiça Eleitoral do Paraná restringiu às partes do processo o acesso a documentos com dados fiscais e bancários do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná também encaminhou o caso ao Ministério Público para as providências relacionadas ao vazamento de informações sigilosas de terceiros.

A decisão foi tomada pela desembargadora Vanessa Jamus Marchi, relatora do processo de registro da candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado. O TRE-PR informou que o processo soma mais de 5 mil páginas e que os documentos foram submetidos ao sistema pelos advogados do candidato. Segundo o tribunal, cabe aos próprios defensores atribuir sigilo aos arquivos apresentados.

Pedido de responsabilização

Cristiano Zanin enviou, neste sábado, 5, um ofício ao presidente do TRE-PR, Luciano Carrasco Falavinha Souza. O ministro pediu providências para “sanar essa ilegalidade” e solicitou a responsabilização dos envolvidos, inclusive na esfera criminal.

Os documentos foram anexados por Deltan à defesa apresentada contra impugnações de sua candidatura. O material continha os sigilos fiscal e bancário de Zanin e ficou disponível publicamente no sistema da Justiça Eleitoral.

Os arquivos haviam integrado um processo contra Deltan no Conselho Nacional do Ministério Público. Na época, Deltan era chefe da Operação Lava Jato no Paraná, enquanto Zanin atuava como advogado de Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente e um dos alvos da operação. Os dados foram extraídos em 2019 pela Operação Lava Jato no Rio e posteriormente anulados pela Justiça.

Defesa de Deltan

A defesa afirmou que apresentou cópias integrais de procedimentos do Conselho Nacional do Ministério Público para responder às impugnações. De acordo com os advogados, entre os documentos estava uma reclamação disciplinar apresentada por Zanin contra Deltan e outros procuradores, com milhares de páginas e os dados fiscais e bancários do ministro.

“A defesa do candidato jamais teve a intenção de expor dados do então advogado, mas sim de exercer com plenitude o direito político de candidatura, demonstrando cabalmente sua elegibilidade”, afirmou a defesa.

Os advogados disseram ainda que os procedimentos foram juntados integralmente para evitar a omissão de informações relevantes à análise do conteúdo.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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