Cristina Graeml (PSD) criticou Sergio Moro e defendeu o direito de Deltan Dallagnol (Novo) disputar as eleições ao Senado em outubro. As declarações foram dadas nesta sexta-feira (25), durante entrevista com candidatos ao cargo.
Graeml afirmou que foi convidada por Moro para concorrer ao Senado pelo União Brasil depois que ele assumiu a presidência da legenda. Segundo a candidata, o ex-juiz deixou o partido para viabilizar sua candidatura ao governo do Paraná pelo PL e a deixou sem estrutura para a pré-campanha.
“Fui abandonada sozinha no partido, que ficou sem presidente estadual e sem candidato a governador”, disse. Ela afirmou ainda que perdeu a garantia da legenda, além das chapas de deputados estaduais e federais que, segundo ela, ajudariam em uma eventual campanha.
Sobre Dallagnol, Graeml rejeitou críticas de integrantes do Novo de que não teria demonstrado solidariedade ao ex-procurador. Ela afirmou que se posicionou contra ataques do PT relacionados ao chamado powerpoint e participou de manifestações pró-Lava Jato em São Paulo em 2014 e 2015.
A candidata também declarou que a campanha de Dallagnol, suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deveria continuar. Para Graeml, as disputas entre candidatos da direita paranaense estão sendo conduzidas por interesses pessoais.
Posições para o Senado
Graeml afirmou que o Senado tem sido omisso diante de abusos de autoridade atribuídos por ela a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A candidata defendeu o impeachment de ministros que descumprirem a Constituição e citou Alexandre de Moraes como prioridade.
“Enquanto não tirar um ministro, começando por Alexandre de Moraes, o Poder Judiciário não volta para o seu quadrado”, afirmou.
A candidata disse ter ingressado no PSD a convite do governador Ratinho Junior, que teria reconhecido seu capital político e garantido a legenda para a disputa. Ela declarou apoio a Sandro Alex para o governo do Paraná e afirmou que os senadores deverão trabalhar pela articulação com o governo federal para o retorno de impostos pagos pelos paranaenses, com aplicação em infraestrutura, saúde e educação.
No cenário nacional, Graeml declarou apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência da República. Também afirmou que manterá independência em relação a Gilberto Kassab e Ronaldo Caiado caso seja eleita.
Na segurança pública, a candidata defendeu a revisão do Código Penal, o fim da progressão de pena, a extinção de visitas íntimas em presídios, o cumprimento integral das condenações e a redução da maioridade penal. Para mulheres vítimas de violência, propôs políticas estaduais de autonomia financeira que permitam o afastamento do agressor.
Graeml afirmou ter percorrido mais de 60 mil quilômetros e 123 municípios do Paraná. Segundo ela, o mandato terá perfil municipalista e buscará reduzir burocracias que dificultam a criação de agroindústrias e a geração de empregos no interior.
Em respostas rápidas, declarou ser contra câmeras nos uniformes da polícia, contra bets, contra a legalização do aborto e contra audiências de custódia. Ela se posicionou a favor do voto impresso, da redução da maioridade penal, do fim do foro privilegiado, do teto de gastos, das escolas cívico-militares e do impeachment de ministro do STF.








