Oito assessores comissionados do gabinete parlamentar de Sérgio Moro (PL) aparecem como doadores de um total de R$ 65 mil para a campanha do senador ao governo do Paraná. Os valores foram declarados à Justiça Eleitoral, todos em 17 de agosto.
A maior contribuição registrada foi de R$ 15 mil, feita por Lucas Alves de Lima Barros de Góes, assessor parlamentar (SF02), cujo salário base é de 33.500,84. Adriana Kaminski Araújo, que ocupa cargo com a mesma denominação e tem o mesmo salário, aparece com uma doação de R$ 10 mil.
Recursos da campanha
Moro recebeu até o momento R$ 12,3 milhões em repasses para a candidatura. Desse montante, R$ 1.071.000, equivalente a 8,5%, corresponde a doações de pessoas físicas.
O maior doador individual é Luís Felipe Cunha, primeiro suplente de Moro no Senado, que destinou R$ 500 mil à campanha. Caso Moro seja eleito governador do Paraná, Cunha assumirá o mandato no Senado pelos próximos quatro anos.
A assessoria do candidato informou que os oito servidores atuam no escritório político do senador em Curitiba e negou que eles tenham doado R$ 65 mil. Em nota, afirmou que os funcionários abriram mão voluntariamente de parte dos salários como assessores e que os valores são estimados.








