Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Política

Filipe Barros e Sérgio Moro deixam divergências de lado em aliança no Paraná

Deputado já acusou o senador de conspirar contra Jair Bolsonaro e criticou a Lava Jato; agora, os dois dividem o palanque eleitoral.

Aliado de Moro no Paraná, Filipe Barros já disse que senador faz aliança 'até com capiroto'
Foto: Sérgio Moro via Facebook/Estadão

Filipe Barros (PL-PR), pré-candidato ao Senado, passou a defender a candidatura de Sérgio Moro ao governo do Paraná depois de publicar críticas ao senador e à Operação Lava Jato. Os dois agora estão no mesmo palanque eleitoral e pertencem à mesma legenda.

As manifestações de Barros ocorreram em 2021, após Moro deixar o Ministério da Justiça e romper com o governo de Jair Bolsonaro. Em uma das publicações, o deputado afirmou que Moro conspirava contra o então presidente. Em outra, disse que o senador havia feito acordo “até com o capiroto” para preservar sua biografia.

Barros também questionou a credibilidade da Lava Jato e criticou Moro e Deltan Dallagnol. Em novembro de 2021, escreveu que a operação havia perdido o que restava de sua credibilidade e afirmou que Moro e Dallagnol reforçavam a tese da esquerda.

Questionado sobre as declarações, Barros reconheceu que houve divergências, mas disse que elas foram superadas. “Essas divergências foram colocadas de lado e esclarecidas em nome de um bem maior”, afirmou.

Moro também declarou que os dois mantêm a união política, embora as diferenças do passado continuem registradas. O senador disse que o Brasil não suportaria mais quatro anos de governo Lula.

Aliança eleitoral

Em 2026, Barros será candidato ao Senado, enquanto Moro disputará o governo do Paraná. Ambos estarão no palanque de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Barros anunciou a filiação de Moro ao PL e o chamou de futuro governador. Os dois também gravaram um vídeo durante uma sessão do Congresso Nacional que derrubou o veto de Lula ao projeto de redução das penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Na gravação, Moro classificou Barros como uma das lideranças de oposição ao governo.

Moro deixou o governo Bolsonaro em 2020. Ao sair do Ministério da Justiça, acusou o ex-presidente de tentar interferir politicamente no comando da Polícia Federal para obter acesso a informações sigilosas e relatórios de inteligência.

A reaproximação entre os dois ocorreu nas eleições de 2022. Em outubro daquele ano, Moro acompanhou Bolsonaro em um debate presidencial do segundo turno, após convite do próprio ex-presidente.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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