BRASÍLIA — Filipe Barros (PL-PR), pré-candidato ao Senado, passou a defender a candidatura de Sérgio Moro ao governo do Paraná depois de publicar críticas ao senador e à Operação Lava Jato. Os dois agora estão no mesmo palanque eleitoral e pertencem à mesma legenda.
As manifestações de Barros ocorreram em 2021, após Moro deixar o Ministério da Justiça e romper com o governo de Jair Bolsonaro. Em uma das publicações, o deputado afirmou que Moro conspirava contra o então presidente. Em outra, disse que o senador havia feito acordo “até com o capiroto” para preservar sua biografia.
Barros também questionou a credibilidade da Lava Jato e criticou Moro e Deltan Dallagnol. Em novembro de 2021, escreveu que a operação havia perdido o que restava de sua credibilidade e afirmou que Moro e Dallagnol reforçavam a tese da esquerda.
Questionado sobre as declarações, Barros reconheceu que houve divergências, mas disse que elas foram superadas. “Essas divergências foram colocadas de lado e esclarecidas em nome de um bem maior”, afirmou.
Moro também declarou que os dois mantêm a união política, embora as diferenças do passado continuem registradas. O senador disse que o Brasil não suportaria mais quatro anos de governo Lula.
Aliança eleitoral
Em 2026, Barros será candidato ao Senado, enquanto Moro disputará o governo do Paraná. Ambos estarão no palanque de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Barros anunciou a filiação de Moro ao PL e o chamou de futuro governador. Os dois também gravaram um vídeo durante uma sessão do Congresso Nacional que derrubou o veto de Lula ao projeto de redução das penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Na gravação, Moro classificou Barros como uma das lideranças de oposição ao governo.
Moro deixou o governo Bolsonaro em 2020. Ao sair do Ministério da Justiça, acusou o ex-presidente de tentar interferir politicamente no comando da Polícia Federal para obter acesso a informações sigilosas e relatórios de inteligência.
A reaproximação entre os dois ocorreu nas eleições de 2022. Em outubro daquele ano, Moro acompanhou Bolsonaro em um debate presidencial do segundo turno, após convite do próprio ex-presidente.








