Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Flávio Bolsonaro reforça legado do pai e mira Moraes em ato na Paulista

Discurso combinou críticas ao ministro, defesa do Supremo e referências à trajetória de Jair Bolsonaro na campanha presidencial.

Flávio Bolsonaro reforça legado do pai e mira Moraes em ato na Paulista
Foto: aba Benedicto/Estadão

Flávio Bolsonaro usou o ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista para reforçar a imagem de sucessor político de Jair Bolsonaro e apresentar Alexandre de Moraes como principal antagonista da campanha. A manifestação ocorreu a menos de um mês do primeiro turno e foi marcada pela tentativa de vincular o ministro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As críticas a Moraes foram alimentadas por mensagens trocadas entre o ministro e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O conteúdo veio a público depois que André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal. No evento, o episódio foi usado para renovar ataques antigos do bolsonarismo ao Supremo Tribunal Federal.

Flávio afirmou que quem vota em Lula vota em Moraes, falou em perseguição política e mencionou uma possível “terceira facada”. Ao mesmo tempo, declarou ser necessário preservar o Supremo. A equipe jurídica da campanha havia orientado o candidato a evitar ataques às urnas, ao sistema eleitoral e ao Tribunal Superior Eleitoral, além de declarações que pudessem gerar questionamentos na Justiça Eleitoral.

O advogado de Jair Bolsonaro, Paulo Amador da Cunha Bueno, permaneceu próximo de Flávio durante praticamente todo o discurso. A presença indicava o cuidado da campanha com os limites jurídicos da manifestação, enquanto o candidato elevava o tom contra Moraes.

O ato também teve símbolos associados ao bolsonarismo. Bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos foram exibidas na avenida, ao lado de um boneco inflável de Donald Trump. Moraes foi alvo de gritos e cartazes, enquanto Mendonça apareceu como contraponto dentro do Supremo e ganhou um boneco inflável em sua homenagem.

A aproximação com o legado de Bolsonaro

Flávio vestiu uma camisa em homenagem ao pai, relembrou o atentado sofrido por Jair Bolsonaro em Juiz de Fora, em 2018, e disse que faz campanha usando colete à prova de balas. Também classificou as condenações relacionadas ao 8 de Janeiro como uma “segunda facada” e falou em uma possível “terceira facada” contra ele e seus aliados.

“Sei que vocês estão olhando para cá e enxergando outra pessoa parecida comigo: Jair Messias Bolsonaro”, afirmou Flávio. A fala resumiu a estratégia de transferir para sua candidatura parte do vínculo político e simbólico construído pelo ex-presidente com seus apoiadores.

Nikolas Ferreira reafirmou fidelidade a Jair Bolsonaro e apresentou Flávio como candidato capaz de derrotar o PT. Tarcísio de Freitas adotou tom institucional, cobrou uma resposta do Supremo às revelações sobre Moraes e defendeu a eleição de senadores de direita para ampliar a pressão sobre a Corte.

A relação de Flávio com Vorcaro também foi mencionada no contexto da campanha. O ex-banqueiro financiou o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, cuja captação teve participação direta de Flávio. O candidato havia cobrado novos repasses ao empresário por meio de áudios. Um relatório do Coaf apontou transferência de US$ 1,6 milhão em setembro de 2025, oito dias depois de uma cobrança feita pelo senador. Flávio havia dito que o último repasse ocorrera em maio de 2025.

Houve confronto entre grupos de orientações políticas diferentes nos arredores da Paulista, e policiais intervieram. A manifestação seguiu concentrada nos discursos e na mobilização eleitoral.

Ao final, Flávio acenou ao público segurando uma tesoura de papelão, em referência ao “tesouraço” de gastos que promete fazer na economia caso seja eleito. Depois, interrompeu a saída para atender uma menina que pedia uma fotografia.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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