Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Ato na Paulista critica Moraes e evita menções a Trump no palanque

Manifestantes exibiram símbolos dos Estados Unidos e pediram intervenção de Donald Trump, enquanto políticos concentraram ataques em Alexandre de Moraes.

7 de setembro na Paulista: Flávio tenta se descolar de Vorcaro em ato com símbolos dos EUA e manifestantes pedindo intervenção de Trump

O ato de 7 de Setembro realizado na Avenida Paulista reuniu bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, referências a Donald Trump e críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e outros nomes da direita participaram da manifestação, mas evitaram mencionar Trump nos discursos principais.

Entre os manifestantes, havia um boneco gigante do presidente dos Estados Unidos, cartazes em inglês, bonés com referências à campanha republicana e uma pessoa vestida como Elvis Presley. Parte do público pediu que Trump acompanhasse as eleições brasileiras e defendeu uma intervenção do presidente estadunidense no pleito.

A enorme bandeira dos Estados Unidos exibida no ato bolsonarista de 7 de Setembro de 2025 não apareceu nesta edição. A mudança ocorre em meio à disputa eleitoral e ao debate sobre possível ingerência externa. Pesquisa Datafolha divulgada em agosto indicou que 50% dos brasileiros consideravam possível uma interferência estrangeira nas eleições. Para 32% do total, isso seria um problema; 18% não viam problema.

Ataques a Moraes e foco no Senado

Alexandre de Moraes foi o principal alvo dos discursos. As revelações sobre as relações do ministro com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, foram usadas para defender o afastamento ou o impeachment do magistrado e pedir a eleição de uma maioria de direita no Senado.

Flávio não citou Vorcaro, apesar de ter tido uma relação direta com o empresário e de chamá-lo de irmãozão enquanto pedia dinheiro ao banqueiro. O candidato afirmou que o consórcio entre Luiz Inácio Lula da Silva e Moraes acabaria. Também disse que, se eleito, indicaria ao Supremo ministros contrários ao aborto, às drogas e ao que classificou como ideologia de gênero nas escolas.

O senador comparou a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado a uma segunda facada, em referência ao atentado sofrido pelo pai durante a campanha de 2018. Segundo Flávio, os adversários tentariam uma terceira facada e planejariam interferir novamente nas eleições, sem apresentar provas.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adotou tom menos agressivo e defendeu uma reação do Senado contra Moraes. Ele ressaltou que a Casa tem atribuição constitucional para processar eventuais pedidos de impeachment de ministros do Supremo.

Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu a saída de Moraes, disse que os bolsonaristas tirariam o que chamou de sorriso debochado do rosto do ministro e afirmou que o lugar dele seria a cadeia. O deputado também prometeu realizar um ato em frente à casa de Davi Alcolumbre (União-AP) em defesa do impeachment.

Silas Malafaia chamou Moraes de ditador da toga e pediu que o presidente do STF afastasse o ministro. O pastor afirmou que o ato não buscava vingança nem desmoralizar a Corte, mas depois defendeu uma ofensiva contra o magistrado.

Malafaia também citou o Banco Master e Daniel Vorcaro, sem mencionar as relações de aliados presentes na manifestação com o empresário. Flávio teve sua relação com Vorcaro revelada; Nikolas Ferreira trocou mensagens com o banqueiro e pediu ajuda para resolver uma questão relacionada a um ativo minerário de um conhecido. O deputado nega ter recebido dinheiro de Vorcaro.

Tarcísio recebeu R$ 2 milhões de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e maior doador individual de sua candidatura ao governo de São Paulo em 2022. O governador nega favorecimento, afirma nunca ter tido contato com Vorcaro ou Zettel e classificou a acusação como desprovida de fundamento.

Mudança de posição sobre Trump

A ausência de referências a Trump no palanque contrastou com manifestações anteriores de Flávio. Em julho de 2025, depois que o presidente americano anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, o senador agradeceu ao republicano nas redes sociais e compartilhou uma mensagem de Eduardo Bolsonaro com o mesmo teor.

No fim de agosto deste ano, durante sabatina ao Jornal Nacional, Flávio afirmou que Eduardo havia errado ao agradecer pelas tarifas. A publicação de 2025, porém, mostrava que o próprio candidato havia feito isso.

Em julho, Flávio enviou uma manifestação formal ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para pedir que uma nova tarifa de 25% contra o Brasil não fosse aplicada antes das eleições. Ele argumentou que a medida poderia ser interpretada como tentativa de influenciar a disputa e pediu que sua aplicação fosse adiada.

Soberania no desfile de Brasília

BRASÍLIA — O governo de Luiz Inácio Lula da Silva colocou a soberania nacional no centro das comemorações oficiais do 7 de Setembro. Em pronunciamento transmitido em cadeia nacional na véspera, Lula afirmou que o Brasil não deveria baixar a cabeça diante de potências estrangeiras e que não seria colônia de ninguém.

O presidente associou soberania ao controle das riquezas nacionais e mencionou reservas de terras raras, petróleo e água doce. Também defendeu o uso de minerais críticos e de outros recursos estratégicos para desenvolver tecnologia e gerar empregos no país.

A mensagem foi repetida no desfile da Esplanada dos Ministérios, realizado com o lema Soberania: a força que une o Brasil. Cerca de 4 mil civis e militares participaram da cerimônia, que incluiu blindados, mísseis, embarcações, aeronaves, máquinas da agricultura familiar, estoques públicos de alimentos, vacinação, educação, proteção ambiental e defesa das riquezas naturais.

O desfile também destacou o combate à violência contra meninas e mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027. Nas arquibancadas, parte do público pediu o fim da escala 6×1, manifestou apoio a Lula e criticou a anistia aos envolvidos nos atos golpistas. A cerimônia foi acompanhada por Hugo Motta (Republicanos-PB), Davi Alcolumbre (União-AP) e Edson Fachin, presidentes da Câmara, do Senado e do STF, respectivamente.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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