SÃO PAULO — O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) confirmou presença no ato previsto para esta segunda-feira (7), Dia da Independência, na Avenida Paulista, em São Paulo. Em uma live no Instagram realizada na manhã deste domingo (6), ele convocou apoiadores e reforçou as críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Flávio afirmou que participar da manifestação é “um chamado de Deus” e relacionou a mobilização a uma missão deixada pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Também pediu que pessoas de outras regiões procurem atos “em favor da liberdade” em suas próprias cidades.
A transmissão chegou a cerca de seis mil espectadores simultâneos, conforme a contagem exibida na tela. Ao responder a comentários, o senador resumiu seu apelo com a frase: “ou vai para a luta ou acabou o seu país”. Ele ainda pediu que os manifestantes “honrem” o blogueiro Allan dos Santos e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que estão nos Estados Unidos.
Críticas a ministros e pressão sobre o STF
O senador defendeu o ministro André Mendonça, que classificou como “um juiz imparcial, que não persegue ninguém”, e voltou a atacar Moraes. Flávio disse que está “cada vez mais claro” que o ministro age de forma “maldosa” e não teria mais condições de permanecer no STF.
Ele associou o tamanho da manifestação ao julgamento em andamento no plenário do Supremo que envolve Moraes. “Se as ruas estiverem cheias, o julgamento vai ser um; se estiverem vazias, vai ser outro”, afirmou.
Flávio também pediu investigação sobre Moraes e questionou um contrato de R$ 120 milhões que o ministro teria firmado com a própria esposa. Segundo o senador, Moraes teria redigido o documento. Ele afirmou que haverá “o fim do Brasil” se ocorrer “impunidade” no caso.
Nesta semana, termina o prazo estabelecido por Edson Fachin, presidente do STF, para manifestações de Alexandre de Moraes, André Mendonça, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre a crise relacionada ao caso Master.
Na live, Flávio também criticou o ministro Flávio Dino e disse que ele já teria chamado Jair Bolsonaro de “o demônio da face da Terra”. O senador lembrou ainda que o ato ocorre oito anos depois da facada sofrida pelo pai durante a campanha de 2018, em 6 de setembro daquele ano, em Juiz de Fora (MG).








