Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Política

Dino aponta Mário Frias como agente central em investigação sobre emendas

Decisão do ministro do STF cita fortes indícios de participação do deputado em estrutura investigada por captar e ocultar recursos públicos.

Dino diz que Mário Frias é "agente central" de suposta organização criminosa

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que há fortes indícios de que o deputado federal Mário Frias integra, como agente central, uma suposta organização criminosa investigada por captar, distribuir e ocultar recursos públicos. A avaliação está em decisão que autorizou novas diligências sobre possíveis desvios de verbas de emendas parlamentares.

A análise considera informações reunidas pela Polícia Federal, incluindo movimentações financeiras atribuídas ao deputado e consideradas incompatíveis com sua capacidade econômica conhecida. Para Dino, esses dados indicam que Frias teria participação ativa na estrutura investigada, e não apenas responsabilidade pela destinação de emendas posteriormente desviadas.

“Essa circunstância faz com que ele transcenda a condição de mero autor de emendas parlamentares posteriormente desviadas por terceiros”, registra a decisão. O documento afirma que o parlamentar teria enviado valores à Go Up Entertainment, empresa ligada a Karina Ferreira da Gama, presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB).

Segundo a decisão, o montante transferido seria materialmente incompatível com os rendimentos declarados por Frias e com os créditos encontrados nas contas bancárias examinadas. O cruzamento dessas informações com outros elementos levou Dino a apontar “fortes indícios de uma única organização criminosa”, na qual o deputado figuraria como agente central.

Recursos destinados ao instituto

A investigação envolve R$ 2 milhões recebidos pelo ICB por meio de duas emendas de autoria de Mário Frias. A apuração examina suspeitas de contratações simuladas, pagamentos sem comprovação suficiente dos serviços e atuação de fornecedores com vínculos pessoais, políticos ou comerciais com integrantes do grupo investigado.

Também foram identificados vínculos societários cruzados, empresas com faturamento declarado incompatível com os valores movimentados e devoluções sucessivas de recursos sem causa econômica aparente. Para a investigação, esses elementos podem indicar o uso de empresas para circulação patrimonial e ocultação de valores.

Ao autorizar o avanço das diligências, Dino afirmou que as razões apresentadas pela Polícia Federal estavam fartamente demonstradas e poderiam levar à descoberta de novos elementos sobre os fatos.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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