Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Política

Renan Santos propõe fim de cursos gratuitos de Direito, Sociologia e Antropologia

Candidato do Missão também quer limitar a autonomia universitária e critica Fies e ProUni por endividarem estudantes.

Renan Santos quer acabar com curso de Direito gratuito e outras duas graduações e chama Fies e Prouni de ‘fiascos’

O candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, defendeu nesta quinta-feira (9) o fim da gratuidade em cursos de Direito, Sociologia e Antropologia, além da redução da autonomia universitária. Ele também criticou os programas Fies e ProUni, que classificou como fracassos por terem endividado estudantes.

Durante um evento na Câmara Americana de Comércio para o Brasil, Renan afirmou que os recursos públicos do ensino superior devem ser concentrados em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Na avaliação dele, essas áreas aumentam a produtividade e deveriam receber prioridade na produção científica.

“Uma briga que tem que ser comprada é acabar com a autonomia universitária”, declarou. O candidato associou a autonomia a regras próprias para reajustes salariais e a problemas de gestão, além de afirmar que as universidades não direcionam suas atividades para tecnologia e biotecnologia.

A Constituição Federal estabelece, no Artigo 207, que as universidades públicas têm autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial. A proposta apresentada por Renan prevê mudanças nesse modelo, que permite às instituições administrar suas atividades acadêmicas, administrativas e financeiras sem interferência direta do governo.

Prioridade para áreas exatas

Renan defendeu que o financiamento público seja direcionado às áreas chamadas de Stem, sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Ele afirmou que não se deve usar dinheiro público para formar antropólogos e sociólogos em um país com pessoas pobres.

O candidato disse ainda que quem quiser cursar Sociologia ou Direito deverá pagar pela formação. “Quer fazer sociologia, quer fazer faculdade de direito? Pague”, afirmou.

Na proposta para o ensino superior, Renan também defendeu que os incentivos destinados a universidades privadas sejam concentrados em poucas instituições. Ele propôs ampliar as parcerias entre universidades e o setor privado.

Ao criticar o sistema de financiamento e benefícios fiscais, classificou Fies e ProUni como programas que favoreceram grupos educacionais descritos por ele como fábricas de diploma. Renan afirmou que as políticas de renúncia fiscal no ensino superior privilegiaram essas empresas.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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