A França e outros países anunciaram a intenção de impor restrições ao comércio de mercadorias com assentamentos israelenses na Cisjordânia. A declaração foi feita nesta terça-feira (8) pelo ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noel Barrot.
França, Reino Unido, Canadá, Dinamarca, Espanha, Irlanda, Islândia, Portugal, Finlândia, Suécia, Noruega e Polônia confirmaram a intenção de adotar medidas nacionais e apoiar eventuais restrições europeias. O alvo são mercadorias provenientes de assentamentos considerados ilegais sob o direito internacional.
Apoio da Turquia
A Turquia informou que apoia a iniciativa e pretende manter os esforços para a criação de um Estado palestino independente dentro das fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como capital. A posição foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores turco.
O tema ocorre em meio à expansão de projetos habitacionais israelenses na Cisjordânia. Em setembro de 2025, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aprovou um projeto para construir milhares de unidades habitacionais na área de Mevaseret Adumim. A proposta ligará Maale Adumim a Jerusalém, em uma medida descrita no texto como contrária à integridade territorial palestina.
Em agosto de 2026, autoridades israelenses anunciaram uma licitação para o projeto. A colonização israelense na Cisjordânia permanece entre os principais pontos de conflito com a comunidade internacional e a Autoridade Palestina, que considera a política uma forma de consolidar o Estado judeu em territórios palestinos.








