NOVA YORK — O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou na Assembleia Geral da ONU que o país continua disposto a negociar, mas não aceitará diálogo conduzido sob ameaça. A declaração ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionar a possibilidade de um acordo ou da destruição da República Islâmica como desfechos para o impasse entre os dois países.
Em discurso na quarta-feira (23), Pezeshkian criticou as sanções e a pressão militar dos Estados Unidos. O presidente iraniano disse que o país resistiu aos ataques e que a pressão externa aumentaria a determinação da população. “pronto para o diálogo, a diplomacia e as negociações, sem aceitar a linguagem da força”, afirmou.
A posição foi apresentada enquanto representantes dos dois países mantinham contatos diplomáticos em Nova York. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que um acordo exigiria trabalho prolongado e que as opções militares dos Estados Unidos continuavam disponíveis.
Negociações seguem sem acordo
Os contatos ocorreram por meio de mediadores, segundo o enviado americano Steve Witkoff. Trump, por sua vez, descreveu uma reunião entre representantes dos Estados Unidos e autoridades iranianas. As versões divergem também sobre o formato das conversas.
Entre os temas relacionados às negociações estão o bloqueio naval americano, os ativos iranianos congelados e a circulação pelo estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio de petróleo. Nenhum entendimento foi anunciado após os contatos.
Pezeshkian também defendeu a cooperação regional e afirmou que nenhum país da região alcançará segurança isoladamente. As declarações na ONU indicam que Teerã aceita manter o canal diplomático aberto, enquanto Washington sinaliza interesse em um acordo e preserva a possibilidade de empregar a força.








