Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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EUA e Irã avaliam reabertura gradual do Estreito de Ormuz

Proposta prevê troca entre a retomada da navegação pelo estreito e a suspensão do bloqueio econômico americano.

EUA e Irã avaliam reabertura gradual do Estreito de Ormuz

Negociadores dos Estados Unidos e do Irã discutem um acordo gradual para reabrir o Estreito de Ormuz e suspender o bloqueio econômico americano. O conflito se prolonga há quase sete meses, mas as tratativas ainda não produziram um entendimento fechado.

A proposta em análise prevê que Teerã permita novamente a passagem de navios pelo estreito, enquanto Washington interromperia o bloqueio. O Irã também poderia ter acesso a recursos congelados. Fontes próximas às conversas afirmam que o principal obstáculo é definir uma sequência de medidas duradouras, com concessões de cada lado acompanhadas por contrapartidas do outro.

“Uma forma de avançar seria resolver a crise por etapas”, afirmou um alto funcionário iraniano à margem da Assembleia Geral da ONU. Segundo ele, a primeira fase envolveria o fim do bloqueio e a reabertura do estreito.

O bloqueio limita as exportações de petróleo iranianas, que são uma fonte de divisas para o país. A interrupção da navegação por Ormuz também afeta uma rota estratégica para o abastecimento mundial de petróleo. Washington busca restabelecer a livre passagem, enquanto Teerã quer obter alívio econômico antes de abandonar sua posição de força.

Taxas de passagem e pressão política

O Irã admite retirar do acordo principal a exigência de pagamento de taxas pela passagem em Ormuz e discutir o tema em um documento separado. A medida não significaria renúncia definitiva à cobrança. Para o governo iraniano, manter a autoridade administrativa sobre o estreito continua sendo prioridade.

Os países do Golfo rejeitam a cobrança e qualquer acordo que fortaleça o controle iraniano sobre a rota. Em encontro com Donald Trump em Nova York, seus líderes defenderam a liberdade de navegação e uma saída política para evitar nova escalada militar na região.

A Casa Branca mantém a pressão. Um funcionário americano disse que Trump está “aberto a conversar com o Irã nas circunstâncias certas”, mas avaliou que o presidente não precisa negociar porque as sanções e o bloqueio deixam Washington em posição forte.

A possibilidade de um acordo temporário também é afetada pelo fracasso de uma negociação anterior, em julho. Trump afirmou acreditar que um entendimento poderia ocorrer depois das eleições legislativas de 3 de novembro. Dennis Ross, ex-negociador dos Estados Unidos, estimou em 30% a chance de avanço antes da votação.

Um alto funcionário iraniano afirmou que o país também se prepara para a retomada dos combates. As conversas seguem sem definição sobre como reabrir o estreito e suspender o bloqueio sem que um dos lados perca sua vantagem antes de receber a contrapartida negociada.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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