WASHINGTON — O presidente da China, Xi Jinping, defendeu que a relação com os Estados Unidos seja orientada pela estabilidade estratégica, com cooperação como eixo, competição limitada e gestão das divergências. A posição foi apresentada após reunião com o presidente Donald Trump na Casa Branca, na quinta-feira (24), e consta de comunicado do Ministério das Relações Exteriores chinês compartilhado pela porta-voz Mao Ning.
O documento registra que Xi e Trump haviam concordado, em maio, em buscar uma relação de estabilidade estratégica construtiva. Na reunião em Washington, o presidente chinês afirmou que o entendimento precisa ser colocado em prática. A proposta de Pequim inclui cooperação prática, competição administrada, tratamento das diferenças e confiança mútua como meios de preservar a paz.
Comércio e inteligência artificial
Xi também informou que as equipes dos dois países alcançaram um novo entendimento depois de outra rodada de consultas comerciais. O comunicado não detalha os termos. “A cooperação é uma via de mão dupla”, afirmou o presidente chinês, ao defender a expansão das áreas de interesse comum e a redução dos pontos de atrito. Trump declarou que as negociações tiveram resultados e pediu a continuidade do diálogo para a construção de um acordo melhor.
A inteligência artificial esteve entre os temas discutidos. Xi propôs que os dois países compartilhem avaliações sobre benefícios e riscos da tecnologia e atuem para evitar seu uso indevido. “A IA deve permanecer sob controle humano”, declarou, conforme o comunicado. Trump também defendeu mais diálogo e cooperação nessa área.
Taiwan e temas internacionais
Xi reafirmou a posição chinesa sobre Taiwan e pediu que Washington continue se opondo à independência da ilha. Ele disse esperar que os Estados Unidos conduzam o tema com cautela, por considerá-lo decisivo para o avanço da cooperação estratégica. O comunicado chinês não registra uma resposta específica de Trump.
Os dois presidentes ainda discutiram o Oriente Médio, a guerra na Ucrânia e a península Coreana. Também concordaram em apoiar mutuamente a realização das reuniões de líderes da Apec e do G20 previstas para 2026.








